Cotidiano / Economia

Dólar salta mais de 3%, maior avanço em 4 anos, e volta a R$ 4,10

O dólar avançou 3,37 por cento

Diego Alves Publicado em 28/09/2015, às 21h08

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O dólar avançou 3,37 por cento

O dólar saltou mais de 3 por cento nesta segunda-feira e voltou ao patamar de 4,10 reais, com o mercado pressionando o Banco Central após reforçar a atuação no mercado de câmbio e diante do quadro de aversão a risco nas praças internacionais, além de preocupações com a possibilidade de novos rebaixamentos da classificação de risco do Brasil.

O dólar avançou 3,37 por cento, a 4,1095 reais na venda, maior alta desde 21 de setembro de 2011 (+3,75 por cento).

Na quinta-feira passada, a moeda norte-americana chegou a renovar o recorde intradia, a quase 4,25 reais, mas anulou praticamente todo esse avanço, terminando a semana com alta de apenas 0,44 por cento e abaixo de 4 reais, após o BC ter elevado suas ações no mercado de câmbio.

“O mercado está peitando o BC. Não tem refresco”, disse o operador da corretora de um importante banco nacional, sob condição de anonimato.

Só nas três sessões anteriores, o BC atuou dez vezes –incluindo leilões de swaps para rolagem–, mas nunca vendendo dólares das reservas internacionais no mercado à vista.

Neste pregão, a autoridade monetária apenas deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, que vencem em outubro. O BC vendeu a oferta total de até 9,45 mil contratos e, com isso, rolou 8,504 bilhões de dólares, ou cerca de 90 por cento do lote total, correspondente a 9,458 bilhões de dólares.

A atuação do BC tem vindo em conjunção com o Tesouro Nacional, que anunciou programa de leilões diários de venda e compra de títulos públicos. Na operação desta sessão, no entanto, não vendeu nem comprou papéis, impulsionando os juros futuros a uma forte alta.

No fim de semana, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo está “extremamente” preocupado com a alta do dólar por conta de empresas endividadas na moeda norte-americana, mas afirmou que as reservas internacionais do país impedem que haja uma “disruptura” por conta do câmbio.

Jornal Midiamax