Cotidiano / Economia

Crise da água faz lucro de estatal de MS subir mais de 240% em 2014

Receita passou de R$ 172,4 milhões para R$ 310,1 milhões

Ludyney Moura Publicado em 01/04/2015, às 19h06

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Receita passou de R$ 172,4 milhões para R$ 310,1 milhões

A MSGÁS viu seu lucro líquido aumentar 241% em 2014, com crescimento de 34% no volume de consumo de gás natural. A crise hídrica ajudou a empurrar para cima a receita da estatal, graças ao consumo gerado para a geração de energia elétrica por termelétricas.

Os dados constam de relatório administrativo publicado pela MSGÁS nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. A receita bruta da empresa passou de R$ 172,4 milhões em 2013 para R$ 310,1 milhões no ano passado, “motivada, principalmente, pela disparada do consumo no segmento térmico”, conforme detalha trecho da carta aos acionistas que abre o documento.

A empresa está de olho na crise de outros setores para avançar nos próximos períodos. “Um novo olhar se instala com o advento da crise energética. Em função da escassez e reajustes de energia elétrica e dos combustíveis (gasolina, óleo diesel e etanol), surge leque de novas oportunidades, com perspectivas de ampliação, participação e consolidação da MSGÁS no mercado”, finaliza a primeira parte do relatório.

Conforme os números divulgados, o lucro líquido passou de R$ 1,49 milhão em 2013 para R$ 5 milhões em 2014. “Influenciado pelo aumento da receita e manutenção dos custos em patamares inferiores”.

A companhia encerrou o ano passado com 2.987 unidades usuárias, 17,5% a mais que no período anterior. No setor residencial, o crescimento ficou na casa de 18% – ainda que, no geral, este segmento represente apenas 1% do consumo.

Quem empurrou mesmo os números da companhia no ano passado foi a geração de energia elétrica. A Termelétrica William Arjona, em Campo Grande, por exemplo, consumiu 352% mais que em 2013, segundo o relatório.

No setor residencial, o aumento no consumo foi de 13,9%. Também houve crescimento no setor comercial, em 2,8%, e na cogeração de energia elétrica, de 13,8%.

Para os setores industrial e de GNV (Gás Natural Veicular), os resultados foram negativos. O primeiro mostrou recuo de 9,1%, “em razão da conjuntura econômica”, ao passo que a frota de veículos flex cada vez maior empurra o uso do gás para baixo, especificamente 11,2% menos em 2014 do que no ano anterior.

O relatório ainda traz a execução de R$ 19,4 milhões em investimentos, destacando a implantação de 42,4 quilômetros de rede de distribuição, “recorde na história da companhia”. Neste caso, a principal obra foram 32 quilômetros para atender a Eldorado Papel e Celulose, em Três Lagoas – para 2015 ainda ficaram 9,6 quilômetros para construir.

Jornal Midiamax