De uma hora para outra, o Centro de Campo Grande ganhou tons verde, amarelo e vermelho. Com a aproximação da Copa do Mundo e Natal, lojistas vivenciam final de ano como nunca antes visto, com dobradinha na venda de produtos natalinos e “brazucas”. Para muitos, oportunidade de aumentar os lucros após amargar prejuízos com o período de pandemia.

Entre as prateleiras da loja Planeta, na Avenida Afonso Pena, vuvuzelas, bolas e camisetas do Brasil dividem espaço com guirlandas, gorros e árvores de Natal. Na entrada, clientes são recebidos por um Papai Noel em tamanho real, mas, também, por uma enorme bandeira verde e amarela estendida. 

Árvores de Natal “vestidas” com a bandeira do Brasil. (Foto: Nathália Alcântara) / Midiamax

Gerente da loja, Valdemir Ferreira de Souza conta que os primeiros produtos natalinos começaram a ser expostos já no dia 8 de outubro, dividindo espaço com itens do halloween. Já as mercadorias da Copa vieram bem antes e há uma justificativa para isso. “O momento político explica o aumento da demanda. A gente teve eleições e manifestações”, aponta Valdemir.

Apesar da chegada da onda verde e amarela, o gerente explica que peças natalinas ainda são as mais procuradas. “Natal é independente de posição política e todo mundo gosta de ter a árvore com pisca-pisca e se presentear. É uma data religiosa e afetiva”, explica. 

No Planeta, os itens variam de pequenas peças de decoração a R$ 2,99, até grandes árvores de Natal que ultrapassam o valor de R$ 1.000. Com a “dobradinha” nas vendas, o comércio vê a oportunidade de ganhos extras. “Ano passado tivemos pandemia e isso dificultou bastante as coisas. Agora, estamos preparados e confiantes para vendas bem mais acentuadas”, finaliza. 

Itens da Copa ao lado de produtos natalinos (Foto: Nathália Alcântara / Midiamax)

Na Giga Presentes, o gerente, Pedro Magalhães, afirma que a aproximação das duas datas aumentou em 10% o fluxo de vendas no comparativo ao ano passado. “Tem sido um bom período de vendas”, revela.

Na loja, se repete a preferência por itens de Natal, para não sobrar estoque, a administração adotou controle rígido. “Os produtos da Copa a gente vai comprando conforme a saída, tanto que já precisei repor buzinas e camisetas. O problema de sobrar é que não terão outras datas boas para vender essas peças”, completa. 

Para não ficar para trás, neste ano, pela primeira vez, a Ordini Presentes passou a vender guirlandas e enfeites de Natal, resultado da grande procura de clientes. “No ano passado as pessoas viam a nossa árvore e queriam comprar as peças da nossa. Neste ano, resolvemos colocar algumas coisas à venda”, explica a gerente Clarice Maria de Figueiredo. 

Boas expectativas 

Com expectativa de vendas em alta, a previsão é de que o comércio de Campo Grande contrate 6 mil trabalhadores temporários, segundo o SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande).

Conforme o sindicato, já é possível observar aquecimento bastante positivo no mercado, com o aumento das vendas e contratação de empregados. O comércio de Campo Grande emprega atualmente 40 mil profissionais e os trabalhadores estão otimistas com a reta final do ano, já que grande parte deles recebe comissões pelas vendas.