As vendas de itens e eletrônicos para a Copa do Mundo já estão movimentando o comércio de Campo Grande e as promoções de Black Friday devem impulsionar esse fenômeno provocado pela competição esportiva.

Em loja de móveis e eletrônicos na Rua 14 de Julho, na Capital, as televisões são os itens mais vendidos, seguidas pelos freezers e também estofados. Projeção do estabelecimento mostra que esses itens devem ter um aumento entre 10% e 12% com a proximidade do Mundial e também com as promoções da Black Friday.

“A gente já tem notado uma grande reação nas vendas. Primeiramente em TVs, acima de 43 polegadas, não estão procurando menos que isso. Depois em freezers, por conta da cervejada e também estofados. As pessoas querem receber bem e também assistir aos jogos confortáveis”, comenta o gerente da Móveis Gazin, José Ronildo.

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Consumidores procuram por televisões de 43 polegadas ou mais (Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

Apesar do estoque de móveis e eletrônicos estar reforçado, quem deixar para comprar de última hora pode ficar sem. “A gente tem notado que os nossos fornecedores podem ter dificuldade para entregar alguns itens mais para o final do mês”, alerta.

Eleições e manifestações ajudaram

A Copa do Mundo só começa no dia 20 de novembro, mas em Campo Grande, os itens ‘verde e amarelo’ já estão bombando. Porém, o motivo não tem a ver com o Mundial ou promoções da Black Friday.

Conforme o vendedor Júlio César, da Giga, os itens como bandeiras, cornetas, chapéus e buzinas saíram mais durante as Eleições 2022. “No 1º turno nós vendemos bastante esses itens. No 2º também, mas já foi menos”, explica.

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Itens verde e amarelo (Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

Além disso, desde o resultado das eleições, uma onda de manifestações começou em todo o Brasil. Isso também ajudou a impulsionar a venda dos itens ‘canarinhos’, conforme Júlio.

Segundo o vendedor, o estabelecimento espera um aumento de 30% nas vendas com a proximidade da Copa do Mundo, já que os brasileiros, em geral, gostam de ‘vestir a camisa’ e cobrir o carro e a casa de verde e amarelo em ano de Copa.

Camisas do Brasil são garantia de vendas

E falando em vestir a camisa, a Copa do Mundo acontece geralmente na metade do ano, porém, o clima do país-sede Catar, fez com que a competição tivesse que ser remanejada para o inverno da península árabe.

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Camisetas do Brasil estão populares neste época do ano (Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

Isso junto ao ano eleitoral e temos um bimestre (outubro/novembro) cheio com vendas de roupas com a temática Brasil.

Segundo o proprietário da Yank Young Syle, João Vitor, o ‘boom’ de saídas de camisetas aconteceu antes das eleições e deu uma diminuída em novembro. “Esse mês deu uma estabilizada, mas estamos vendendo 30% a menos que no ano passado”, revela.

Porém, o comércio se mantém confiante por conta da Copa do Mundo. “Ano de Copa e Olimpíada sempre vende. Não tem como”, explica ele, que espera um crescimento de 15% a 17% ainda neste mês.

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Roupas do Brasil saíram mais durante as eleições (Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

Black Friday

Faltando pouco para a Black Friday, ação anual de vendas que promete descontos generosos na última sexta-feira de novembro, o comércio de Campo Grande já está se preparando para as promoções.

Nas lojas de calçados, confecções, tecnologia e de eletrodomésticos, a expectativa é de um faturamento melhor neste ano em comparação com 2021, quando a pandemia ainda influenciava fortemente o comércio. 

Os descontos já oferecidos nos dias antecedentes ao dia da ‘Black’, este ano, coincidirão, justamente, com a primeira semana da Copa do Mundo do Catar. A estimativa da CNC é que as vendas relacionadas ao Mundial de Futebol impactem em R$ 1,4 bilhão o faturamento do comércio varejista brasileiro, movimentando especialmente os ramos de móveis e eletrodomésticos e de artigos pessoais e eletroeletrônicos.

Esses dois segmentos devem ser responsáveis por 48% da movimentação prevista na Black Friday (R$ 1 bilhão e R$ 920 milhões, respectivamente). A tendência é que o ramo de hiper e supermercados alcance R$ 910 milhões e o de vestuário, calçados e acessórios gire em torno de R$ 700 milhões.