Energia elétrica e preço dos alimentos pesam na inflação de julho em Campo Grande

Itens essenciais como frutas, carnes e até o botijão de gás ficaram mais caros
| 10/08/2021
- 16:21
Energia elétrica e preço dos alimentos pesam na inflação de julho em Campo Grande
Preço da energia elétrica pesou para a inflação em Campo Grande. - Ilustrativa/Marcos Ermínio

A alta nas contas de energia elétrica e no preço dos alimentos levou ao aumento da inflação no mês de julho em Campo Grande. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Amplo), que é considerado a inflação oficial do país, foi divulgado nesta terça-feira (10) e mostrou que Campo Grande teve uma inflação de 0,79% no mês de julho. O dado representa um aumento em comparação com junho, com 0,66%. 

Conforme dados divulgados pelo (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os principais fatores que pesaram na inflação na Capital foram: moradia, alimentação e transporte. De nove grupos de produtos e serviços, sete apresentaram alta: habitação (alta de 1,87%), alimentação (1,32%), transporte (1,17%), comunicação (0,19%), despesas pessoais (0,17%), artigos de residência (0,13%) e vestuário (0,01%). Os grupos que apresentaram quedas foram saúde e cuidados pessoais (-0,64%) e educação (-0,09%). 

O grupo que teve o aumento mais expressivo foi de habitação, puxado pela alta na energia elétrica. Segundo o IBGE, a alta da energia elétrica foi de 3,85%, que acelerou em relação ao mês anterior (2,68%). A bandeira tarifária vermelha patamar 2 vigorou nos meses de junho e julho. Além disso, a partir do dia 1º de julho, houve reajuste de 52% no valor adicional dessa bandeira tarifária. “Passou a cobrar R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos. Antes, o acréscimo era de R$ 6,243”, explica relatório do IBGE. Ainda em habitação, o preço do gás de botijão (4,06%) também subiu.

Com relação à alimentação, a inflação foi puxada pela alta nos preços dos alimentos, como do tomate (7,81%), das frutas (4,73%), das carnes (2,64%) e do frango em pedaços (2,22%). A alimentação fora de casa teve inflação de 1,09% e acelerou em relação a junho (0,04%), principalmente por conta do lanche (2,14%).

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