Cotidiano / Consumidor

Consumidores reclamam de terceiro aumento em 20 dias no preço dos combustíveis

O novo preço causa desagrado tanto nos consumidores quanto nos donos de postos de combustível de Campo Grande. As altas do etanol, produzido com a cana-de-açúcar, geram questionamento.

Arquivo Publicado em 14/03/2011, às 14h35

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O novo preço causa desagrado tanto nos consumidores quanto nos donos de postos de combustível de Campo Grande. As altas do etanol, produzido com a cana-de-açúcar, geram questionamento.

A partir desta segunda-feira (14) a gasolina e o etanol estão mais caros nas distribuidoras, e o aumento já começou a ser passado para os consumidores. É o terceiro reajuste para Campo Grande em apenas vinte dias. O litro do derivado da cana sofreu aumento de R$ 0,12 em todo MS, já o litro da gasolina será comercializado com acréscimo de R$ 0,06.


O novo preço causa desagrado tanto nos consumidores quanto nos donos de postos de combustível da Capital. “Vai ter um impacto nas contas, eu ando muito e abasteço sempre, os preços só aumentam, nunca abaixam”, reclama o comerciante Miguel Ângelo.


Para se ter uma ideia prática do aumento, basta realizar a conta: Miguel afirmou que usa um tanque, de 50 litros, semanalmente em seu veículo. Com o reajuste o comerciante deixará de pagar R$ 538 e passará a gastar R$ 550 mensais na bomba de combustível, levando em conta o preço médio de R$ 2,75 da gasolina (já com o reajuste).


Pior situação vive o taxista Pedro Gonçalves, que usa uma média de 10 litros de gasolina diário, e gastará mais R$ 18 mensais só para manter o trabalho. “Hoje usamos o carro como meio de transporte, então não dá para ficar sem gasolina, e a cada dia gastamos mais”, comentou Pedro.


Vendas


Quem reclama também são os donos de postos de gasolina. “As vendas tendem a ficar mais complicadas, nós pagamos mais caro da distribuidora e o consumidor acaba pagando mais também”, afirmou João Carlos Anache, dono de um posto na rua Dom Aquino, centro de Campo Grande.


Anache ainda afirmou que estuda “absorver” parte do aumento o que, segundo ele, poderia diminuir o acréscimo nos preços para R$ 0,10 no etanol e R$ 0,04 na gasolina.

Jornal Midiamax