A umidade relativa do ar em Campo Grande chegou a marca dos 19% no começo da tarde desta quinta-feira (20), segundo monitoramento do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Por conta da umidade extremamente crítica, a saúde pede cuidados extras. O ideal para a saúde é que a umidade esteja em 60%, porém, nas últimas semanas esse índice não está sendo registrado.

Alguns municípios têm marcado índices ainda mais críticos. Chapadão do Sul e Costa Rica ficaram entre os municípios mais secos do Brasil na quarta-feira (19). Para driblar a baixa umidade, famílias de Campo Grande recorrem ao uso de umidificadores, toalhas molhadas e até balde, na tentativa de respirar melhor.

O instituto alerta para o risco de incêndios florestais e à saúde, provocando ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

Segundo o clínico geral Dr. Renato Figueiredo, o que mais pode auxiliar a saúde nesse período começa pelo básico: tomar muita água. Uma atenção especial à hidratação é primordial em todas as épocas do ano, mas principalmente quando a umidade do ar está tão baixa.

“Nesse período, é comum sentir dificuldade para respirar, sangrar um pouco o nariz. Para algumas pessoas, esse tempo pode representar um risco à vida”, explica.

O médico explica que crianças e idosos devem receber atenção redobrada, contando com ajuda de pessoas próximas, por serem grupos que, muitas vezes, esquecem de pegar ou pedir água. Desse modo, é importante ofertar líquidos a tais pessoas, para que eles não deixem de se hidratar.

Os riscos variam muito e afetam as pessoas individualmente. Entretanto, Dr. Renato pontua que aqueles que já possuem quadros de doenças respiratórias, como bronquite, asma e doenças cardiovasculares, podem sofrer mais.

“Se não estiver nem hidratado, qualquer um pode sofrer diminuição na rentabilidade, memória fraca e cansaço, ou seja, hidratação é muito importante nesse momento”, recomenda.

Alívio?

O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) prevê uma baixa possibilidade de chuvas na região sudoeste, sudeste e sul do Estado nesta quinta-feira (20), pela disponibilidade de calor e umidade aliados a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai.

A atuação de uma massa de ar impede a entrada das frentes frias e inibe a formação de nuvens e chuvas em grande parte de Mato Grosso do Sul. Com isso, cidades registram recorde consecutivamente de menor umidade relativa do ar, com 16% nas últimas 24h, conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).