A semana em Corumbá começou cinzenta devido à fumaça causada por incêndios florestais na noite de domingo (2). Em vídeos feitos na região, é possível ver as chamas cobrindo o horizonte, às margens do Rio Paraguai.

A situação, no entanto, acende alerta entre os especialistas que realizam o monitoramento da região, já que em 2024 é prevista uma seca histórica, que pode superar a vivida em 1964 no Estado.

Conforme dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), só em junho de 2024, 52 focos ativos de incêndio florestais foram detectados pelo satélite em MS.

Já na região do Pantanal, 38 focos foram detectados só nos 3 primeiros dias do mês. Vale lembrar que 65% do território do Pantanal está em Mato Grosso do Sul e 35% em Mato Grosso.

Sobre as queimadas registradas em Corumbá neste domingo (2), o Coronel Ângelo Rabelo, ambientalista e presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro) afirma que se trata de ação humana, e é categórico:

“O que está acontecendo não é só de responsabilidade do Corpo de Bombeiros, é também da sociedade”.

“Já estamos articulando ações para a região, os bombeiros estão mobilizados, mas é impossível ter um efetivo em uma área daquele tamanho, precisamos de um alcance muito maior. A queimada dessa noite foi ação humana, então as pessoas também precisam ajudar. Não se trata mais de questão ambiental, mas sim de sobrevivência”, acrescenta.

Confira:

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