Nesta terça-feira (14), Campo Grande chegou a 90 mortes em decorrência de síndromes respiratórias graves em 2024. Apesar de alto, o número é bem menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando na semana 20 a Capital somava 151 mortes decorrentes da doença.

Os dados são da Sesau (Secretaria de Saúde de Campo Grande) e mostram que, das 90 mortes, três são de crianças de zero a 9 anos e 53 de pessoas com mais de 60 anos. No grupo intermediário, são 14 mortes em pessoas de 40 a 49 anos e 10 em pessoas de 50 a 59 anos.

No mesmo período do ano passado, Campo Grande somava 18 mortes de crianças de zero a 9 anos. Já os idosos com mais de 60 anos somavam 107 mortes por síndromes respiratórias.

Nesse sentido, o avanço dos casos de SRAG este ano se diferencia do comportamento de 2023. Isso porque, no ano passado, a crise começou em março, com pico de caso na semana 13, seguida de redução. Diferentemente, este ano, os dados mostram crescimento linear, sendo a semana 18 a com mais casos até o momento.

Entre as semanas 1 e 20 (em curso), Campo Grande soma 1.292 casos de SRAG. No mesmo período do ano passado, eram 1.571 casos da doença.

Campo Grande em emergência de saúde

prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência em saúde no dia 1° de maio, devido à alta de casos de síndrome respiratória aguda grave. Com unidades de saúde lotadas, a Sesau negocia a abertura de novos leitos, principalmente pediátricos.

Conforme a secretária de Saúde, Rosana Leite, há aumento da ocupação de leitos das unidades de saúde da prefeitura e da rede contratualizada de urgência e emergência por conta do aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) na Capital.

Apesar do cenário ser menos grave do que no ano passado, há aumento nos casos de internação de crianças e também o tempo de internação é maior.

Sesau suspende licença de servidores

Diante do quadro de aumento dos casos de síndromes respiratórias em Campo Grande, a Sesau decidiu suspender a concessão de licença de interesse particular dos servidores da saúde durante a vigência do decreto de emergência.

A resolução 808 entrou em vigor na segunda-feira (13) e considera a situação de emergência em saúde. Principalmente, na urgência e emergência, enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva – UTIs neonatal e pediátricas.