A dona de um cachorro da raça Shih-tzu levou o animal para banho e tosa em um Pet Shop de Campo Grande na terça-feira (28), mas se deparou com o animal morto após o termino do serviço. O Caso aconteceu na rua Albert Sabin, no bairro Caiçara. A mulher registrou um boletim de ocorrência na Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista).

Segundo Rosane Aparecida Martins, de 38 anos, ela realiza os cuidados de banho e tosa com os seus cachorros a cada 60 dias. Sendo acostumados com esse tipo de contato. Nesta terça-feira, ele levou dois de seus cachorros para um Pet Shop que abriu recentemente próximo da sua casa, para a realização do serviço.

 ‘Eu entrei em contato com eles, falei que queria levar meus bichinhos. Fica perto da minha casa. Me disseram que seriam bem tratados. Eu levei o Luizinho e a Belinha às 12h30 e me falaram que eles estariam prontos entre às 16h30 e 17h”, disse ela

Entretanto, às 16h, veterinário responsável entrou em contato antes do previsto. “Ele me mandou uma mensagem perguntando se eu era a dona. Eu estranhei, perguntei se eles estavam prontos e ele me disse que aconteceu um acidente. Eu liguei e ele não me atendeu, continuei até atender. Ele me perguntou se eu poderia ir no local, mas eu disse que estava no trabalhando e queria saber o que aconteceu. Depois de muito insistir ele disse que o meu cachorro veio a óbito”, disse ela.  

Explicação causa suspeita

Rosane disse que a incoerência na fala dos profissionais causou suspeita. “Quando cheguei lá ele estava em um quarto pequeno, com a língua de fora, boca sangrando e com fezes. Perguntei que horas que o cachorro tinha morrido para o tosador, ele ficou pensando e me disse que foi às 16h40. Mas como se eu estava lá às 16h20? Na hora o médico veterinário interferiu e disse que aconteceu assim que eu ele mandou mensagem. Dizendo que eles deram banho e tosa e na hora de secar ele começou a convulsionar e morreu”, disse ela.

Luizinho estava com Rosana há 8 anos (Foto: Rosane Aparecida Martins / Arquivo Pessoal)

Em seguida os profissionais do local sugeriram a cremação do animal, e ela aceitou. “Eles sugeriram a cremação em Dourados e na hora aceitei. Me falaram que levavam o corpo dele até sexta. Depois liguei pra cancelar e falei que queria fazer a necropsia. Eles me falaram que se fizesse a necropsia não ia ter como devolver o corpo do animal, e que não seria mais possível porque eles tinham conseguido mandar o cadáver antes e que não tinha como recuperar”, disse ela.

Indignação com a morte

Indignada, ela desabafou. “Eu levo ao veterinário, dou vermífugo e todas as vacinas, ele não tinha nada. Dos 4 cachorros que eu tinha, ele era o mais saudável. Eles não foram claros em como ele morreu, e ficaram se contradizendo. Alguma coisa aconteceu, mas não me falaram. Eu fiz o boletim de ocorrência na Decat e entrei com uma ação civil. Não parar de chorar. Eu cuido muito dos meus cachorros. Tinha ele há 8 anos”, disse ela.

O Jornal Midiamax entrou em contato com a VitaPet Pet Shop, mas a empresa informou que não irá se manifestar. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Cinzas do animal (Foto: Rosane Aparecida Martins / Arquivo Pessoal)