Há seis anos o casal Camila e Thiago decidiu mudar de vida e trocar a rotina da cidade pelo campo. Para sustentar financeiramente a decisão, procuraram uma atividade rentável e chegaram até o cultivo de Shimeji, um cogumelo comestível, com muita demanda baixíssima produção em Mato Grosso do Sul.

“Era um produto que a gente gostava, mas não tinha noção nenhuma de como produzir. Pesquisando nós descobrimos que tinha muita demanda e não havia produção local, vindo tudo de São Paulo. Por ser um produto perecível, quanto mais fresco e produção mais próxima, melhor”, explica Camila da Silva Brito, 36.

Com o sonho na bagagem eles viajaram para São Paulo para realizar sobre a produção, voltaram e iniciaram o trabalho. Camila e Thiago saíram literalmente do zero para a produção atual de 300 quilos por mês. Eles poderiam produzir mais, mas estabilizaram a quantidade em montante que não sobrecarregue a equipe.

A empresa PediShimeji é toda familiar, contando atualmente com o apoio dos pais do casal. “Poderíamos produzir mais, mas não temos mão de para isso. A nossa venda também é toda para pessoa física, mas há uma demanda enorme, de supermercados, por exemplo, que não conseguimos atender”, diz.

O quilo do Shimeji é vendido por eles por R$ 50 e a Camila explica que o produto “se vende sozinho”, já que tem muita procura e pouquíssima oferta de Mato Grosso do Sul.

Aula vai ensinar sobre o cultivo

Camila e Thiago moram e produzem o shimeji em um sítio de Rochedo e comercializam os produtos em . Diante do potencial de mercado e a pouca produção local, o casal decidiu compartilhar o conhecimento com outras pessoas.

Por isso, vão realizar uma aula na quinta-feira (23), às 19h23 no horário de , de maneira online. Para participar basta deixar o e-mail no link do site da empresa Pedi Shimeji.

“Enfrentamos muitos desafios no nosso processo de cultivo, investimos muito em conhecimento e percebemos na prática que nem tudo do que aprendemos é realmente aplicável na prática. Sendo assim, desenvolvemos um método eficaz e seguro para produzir e sabemos que agora é a hora de espalhar essa semente”, explica Camila.

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