Uma mulher de 53 anos vivenciou momentos de aflição após sofrer um acidente nesta terça-feira (26), em Campo Grande. Toda a situação foi presenciada pelos filhos da paciente que reclamam de má assistência por parte das equipes médicas.

De acordo com um dos filhos, a mãe transitava pela Avenida Gunter Hans quando foi atropelada por uma motocicleta e socorrida para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon. No local, foi constatado uma fratura na tíbia, mas a paciente só teve a região imobilizada 21h após o diagnóstico.

Após algumas horas internada, a paciente recebeu uma vaga na Santa Casa de Campo Grande, onde terminaria o tratamento para a fratura. De acordo com um dos filhos, pela falta de maca na unidade de saúde, a mãe precisou ser colocada na viatura nos braços dos próprios familiares, mesmo com a lesão constatada.

Ela foi levada para o CEM (Centro Especializado Municipal Pres. Janio Quadros) onde precisou realizar novos exames. Após liberada e sem viatura para levá-la ao hospital, foi necessário que a paciente solicitasse uma carona paga para ir ao Hospital Santa Casa de Campo Grande.

Já no hospital, os familiares alegam que a paciente não recebeu assistência para ser encaminhada ao quarto e o próprio motorista de aplicativo precisou ajudar a mulher a sair do carro e ir à recepção do local. Após algum tempo de espera, alguns momentos em pé, uma equipe que chegava ao local teria transferido a paciente para o quarto, também nos braços, pois não teria maca no local.

Em nota, a Santa Casa de Campo Grande afirma que as macas são disponibilizadas para pacientes que chegam ao local em ambulâncias. Quando o paciente se locomove para o hospital por demanda espontânea no contrafluxo, ou seja, por conta própria, é realizado o acolhimento e encaminhado para atendimento, mas a Santa Casa está com poucas macas disponíveis por conta de superlotação.

Em nota, o hospital também afirma que a partir do momento em que o atendimento médico é iniciado no Pronto-socorro, o paciente não é transferido para outro setor sem ser de cadeira de rodas ou macas.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) questionando a situação relatada na UPA Leblon, mas não tivemos resposta. O espaço segue aberto.