Comerciante lucra até R$ 4 mil com venda de espetinhos na manifestação desta quarta-feira (2), em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste). Na avenida Duque de Caxias todas as pistas foram interditadas e o trânsito da região está lento.

Ao ver que o protesto desta quarta-feira (2) iria se estender, Rafael Gobbi, de 32 anos, resolveu investir na venda de espetinhos. Ele possui uma empresa com a esposa, que vende desde comida até doces.

Assim, decidiram fechar o comércio que fica na região da manifestação para vender espetinhos direto do protesto. Rafael vendeu mais de 600 espetos em pouco mais de 5 horas de vendas. Cada espeto custa R$ 7, o que rendeu R$ 4,2 mil para o vendedor.

“Tem gente pegando 20 espetos, meu estoque acabou, vou parar agora e me planejar, voltar às 16h”, explicou.

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Foto: Ranziel Oliveira / Midiamax.

Camisetas na manifestação

Camisetas também foram a aposta dos comerciantes na manifestação. O motoboy Luiz Felipe, 24 anos, tem opção de malha fria por R$ 35 e polo por R$ 60.

Além de short por R$ 35 e bandeiras pequenas por R$ 5, item mais vendido. Luiz e a esposa trabalham com delivery de açaí, mas começaram a vender camisetas neste ano, por causa das eleições e da copa.

Desde as 12h na manifestação, ele afirma que já faturou cerca de R$ 1,5 mil. “A gente já pegou esse clima junto com as eleições e a copa do mundo. A bandeirinha sai toda hora”, pontuou.

Por fim, um pouco longe do movimento, Lucilaine Capusso também aposta na venda de camisetas. Aos 50 anos, ela levou a filha de 13 anos para ajudar.

“É a oportunidade. Quem não precisa de dinheiro? Eu não sou rica, trabalho de sol a sol, das 7h às 14h30 em um restaurante e à tarde faço doces e comidas para vender”, comentou sobre a própria rotina. Assim, no próprio carro, já vendeu cerca de R$ 200 em uma hora na manifestação.

Às vezes, as camisetas são expostas em feiras, quando Lucilaine cobra R$ 50 por cada uma. Contudo, no protesto elas saem por R$ 30. “Vamos usar o capitalismo a nosso favor, tenho que pagar as contas. Se não fizer isso, como vou viver?”, questiona a vendedora.