Vale confirma tentativa de vender empresas de minério de ferro, manganês e logística em Corumbá

Empresa emprega cerca de mil trabalhadores residentes em Corumbá
| 04/04/2022
- 14:19
vale mineração
Imagem ilustrativa. - (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

A Vale S.A informou que está em discussões avançadas para vender suas empresas de minério de ferro, minério de manganês e logística que compõem o Sistema Centro-Oeste. O comunicado partiu da própria empresa no dia 1º de abril.

De acordo com a empresa, a iniciativa de desinvestimento faz parte da estratégia de simplificação de portfólio e foco nos principais negócios e oportunidades de crescimento. “Manteremos o mercado informado em relação ao desenvolvimento das negociações”, publicou.

A mina, localizada em , produziu 2,7 milhões de toneladas de minério de Ferro e 0,2 milhões de toneladas de minério de Manganês em 2021. A empresa explora minério de ferro e também detém o direito de exploração nas minas de Santa Cruz e do Urucum.

Toda a estrutura foi adquirida ainda em 2009 por US$ 750 milhões, em 2021 a Vale contribuiu com US$ 110 milhões em EBITDA ajustado. O titular da Semagro (Produção, Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, confirmou a venda e afirmou que os trabalhadores devem ficar despreocupados.

“Hoje a Vale emprega praticamente mil pessoas do município de Corumbá. Por isso antes de tudo eu quero tranquilizar todos os funcionários, todo o município de Corumbá e a economia do Estado que terá um impacto significativo com a venda dessa operação. Estamos acompanhando diretamente a negociação”, enfatizou.

O pagamento da Cfem (Compensação Financeira da Exploração de Recursos Naturais) rendeu no ano passado para Corumbá, mais de R$ 33 milhões. A Vale não é a pagadora total deste montante, mas tem grande parte dos valores.

Acidentes em mina da Vale

Em 2021, as atividades realizadas na mina subterrânea Urucum, controlada pela mineradora Vale, foram suspensas após o desprendimento de fragmentos de parte de uma rocha.

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Acidente paralisou operação. (Foto: Divulgação/Sintrexcol)

O desprendimento ocorreu no dia 14 de outubro do ano passado. No momento não havia trabalhadores na área, impedindo fatais ou lesionados. No local, funcionam duas minas, uma a céu aberto de minério de ferro e outra subterrânea de minério de manganês.

Segundo o Sintrexcol (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Corumbá e Ladário), os trabalhadores “escaparam” do acidente em um local “sem segurança para o trabalho de companheiros que exercem suas atividades nessas condições de risco”.

Na época, a Vale informou que as operações realizadas na mina foram suspensas até dezembro. Durante o período, foi realizada uma “investigação e adoção de providências relativas ao desprendimento de material”.

Em nota, o Sintrexcol afirma que houve uma grande inundação no local em 2014, que pode ter causado infiltrações que vieram a fazer o teto ceder somente agora. Questionada, a Vale não informou as causas do acidente.

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As fichas devem ser entregues até do dia 07 de julho

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