Trabalho de terapeuta floral de MS é referência em laboratório de inovação do Ministério da Saúde

| 09/05/2022
- 14:59
Trabalho de terapeuta floral de MS é referência em laboratório de inovação do Ministério da Saúde
Foto: Divulgação

A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) no Brasil e o Ministério da Saúde lançaram recentemente o LIS (Laboratório de Inovação) sobre Pics (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde), com a participação de seis experiências provenientes dos estados de São Paulo, Ceará, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. A apresentação de resultados do LIS aconteceu na última semana em um seminário, em Brasília.

De Mato Grosso do Sul, a terapeuta floral Joseanne Roque, que presta atendimento aos municípios de Corguinho e Angélica há mais de dois anos, participou do projeto e apresentou no evento a importância das Pics na construção de uma Cultura de Paz.

O Laboratório de Inovação foi criado na celebração dos 16 anos da PNPICS (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) no SUS (Sistema Único de Saúde), e visa possibilitar que o ente federal vivencie a materialização da política no território por meio das experiências participantes, agregando conhecimento para promover as Pics em outros municípios. O trabalho de Joseanne em Mato Grosso do Sul foi uma das seis experiências inovadoras apresentadas que se espelha como modelo para outras cidades.

“Era um sonho estar na OPAS e saber que o nosso trabalho vai para o mundo como referência em qualidade de vida e autocuidado”, diz a terapeuta.

A Terapia de Florais é uma prática não invasiva, não farmacológica, que pode ser utilizada por gestantes, bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. As gotas provenientes das flores são indicadas para complementar no tratamento de ansiedade, angústia, depressão, esgotamento nervoso e emocional, fobias, medos, lutos, estresse, rejeição, timidez, entre tantos outros sentimentos que podem comprometer a saúde mental do usuário. Os florais não substituem medicações alopáticas ou fitoterápicas receitadas pelos aos pacientes, mas são complementares no tratamento.

Em Angélica e Corguinho, a terapia era oferecida, inicialmente, aos profissionais da saúde dos municípios e um tempo depois o uso começou a ser receitado aos usuários do Sistema Único de Saúde conforme suas necessidades. As duas cidades do Mato Grosso do Sul são exemplos de como é possível implementar as Pics no SUS com os recursos disponíveis.

No município de Corguinho, a terapia de florais iniciou-se em março de 2019. Mensalmente, são atendidas aproximadamente cinquenta pessoas, em duas unidades de saúde. Em Angélica, a prática é ofertada em seis unidades de saúde, beneficiando 120 pessoas por mês. “É importante que os gestores vejam como as PICS, e no caso a Terapia de Florais, ajuda no equilíbrio emocional e como podemos fazer um trabalho integrado dentro do SUS, criando uma cadeia de bem-estar, de qualidade de vida, começando do interior para a capital, isto é uma implementação saudável dentro dos municípios”, afirma Joseanne Roque.

Para a Dra. Christiane Matos, coordenadora nacional de Pics do departamento de saúde da família, melhorar a qualidade de atendimento do usuário e da população como um todo é o principal objetivo da política nacional de Pics, lançada em 2006. “Precisamos sempre avançar no sentido de elaborar os indicadores para a nossa política nacional. Há 16 anos nós construímos esse sistema com muito carinho que coube àquela época cinco práticas e agora temos 29. Esse alicerce necessita ser revisto sempre para ofertar o melhor atendimento, por isso nós da coordenação estamos trabalhando nesse sentido de estruturação contínua”.

Atualmente, 29 práticas são oferecidas no SUS: apiterapia, aromaterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, dança circular, geoterapia, hipnoterapia, homeopatia, imposição de mãos, medicina antroposófica, medicina tradicional chinesa/acupuntura, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, ozonioterapia, plantas medicinais e fitoterápicos, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, terapia de florais, termalismo social/crenoterapia, e yoga.

“Fazemos com que a prática da terapia de florais, em especial os Florais de Saint Germain, seja a ferramenta para uma divulgação da Cultura de Paz, onde por meio da consciência humana e do autoconhecimento haja harmonização nos campos mentais, emocionais e sociais”, ressalta Joseanne Roque que é terapeuta floral, professora practitioner do Sistema Florais de Saint Germain, embaixadora da paz pelo Cercle Universel Des Ambassadeurs de La PaixSuisse/France e diretora do NIEPPICS-MS (Núcleo de Implementação Estratégica para Práticas Integrativas e Complementares em Saúde de Mato Grosso do Sul).

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