Nas primeiras horas desta sexta-feira (25), equipe da Solurb fez a limpeza do canteiro na Avenida Duque de Caxias, onde manifestantes estão acampados há 26 dias. O grupo, que pede “intervenção federal” e “socorro às forças armadas”, é contrário ao resultado das eleições do segundo turno, que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente do Brasil. 

Caminhonete estacionada em local proibido, com placa escondida por chapéu. (Foto: Henrique Arakaki / Midiamax)

Antes das 8h, era possível notar a presença de trabalhadores rastelando o gramado e retirando lixo da área onde o grupo instalou diversas barracas e tendas, no trecho em frente ao Comando Militar do Oeste de Campo Grande. 

Nos dois lados da Avenida Duque de Caxias, permanecem posicionados diversos cavaletes para impedir que motoristas estacionem na área, ainda assim, pela manhã uma caminhonete Amarok e um automóvel Fiat Strada estavam parados em local proibido. Para impedir a identificação, os motoristas esconderam as placas dos veículos usando uma bandeira do Brasil e um chapéu. 

Uma viatura da Polícia Militar estava no local. 

Vizinhos pediram à Câmara fim dos protestos

Moradores do entorno do CMO entregaram um ofício à Câmara Municipal de Campo Grande, na manhã do último dia 11, pedindo a retirada dos manifestantes que se concentram na região. Vizinhos reclamam de barulho e mudança na rotina com os protestos de eleitores inconformados com o resultado das eleições presidenciais do Brasil. Cerca de 13 pessoas estiveram na Câmara para entrega do documento formal sobre a reclamação.