Grupo de manifestantes apoiadores de Jair Bolsonaro voltou a bloquear a BR-163 próximo ao Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande. De manhã a pista foi liberada após tiros de borracha e gás lacrimogênio disparados pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Com o bloqueio, chega a quase 10 km o congestionamento no rodoanel de Campo Grande. Segundo a CCR MSVia, na tarde desta terça-feira (1º), o trânsito está lendo da altura da Uniderp Agrárias até dois quilômetros depois do shopping Bosque dos Ipês.

Além de Campo Grande, outros dois trechos da BR-163, em Mato Grosso do Sul, estão fechados, em Dourados e Bandeirantes.

Em Bandeirantes, a pista está fechada, com pneus sendo queimados. Segundo a PRF, no local só passam veículos de emergência e carga viva.

Confronto e gás lacrimogêneo

No mesmo trecho bloqueado novamente na BR-163, houve confronto pela manhã. O local havia sido liberado após uso de gás lacrimogêneo e tiros de borracha pela polícia.

A PRF usou força policial para retirar caminhoneiros e manifestantes no trecho. Após tiros e gás de efeito moral, caminhões começaram a deixar o local e liberaram o ponto, que antes estava com pneus queimados e fumaça preta.

Grupo em trecho da Rodovia BR-163 (Foto: Thalya Godoy / Midiamax)

Protestos e bloqueios

No domingo (30), após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, no segundo turno da eleição, grupos de caminhoneiros iniciaram bloqueios em diversos pontos do país.

Em Mato Grosso do Sul, os bloqueios começaram nas rodovias federais, que chegaram a ter dezenas de trechos ocupados. Depois dos diferentes atos pelo Brasil, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, determinou o total desbloqueio das estradas federais fechadas pelos manifestantes. 

Pela decisão, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e polícias militares estaduais deverão cumprir a decisão e garantir total trânsito de veículos.

Decisão da Justiça Federal da 3ª Região também determinou o desbloqueio das vias federais no Estado.

Após a decisão, parte do grupo que protestava nas estradas federais de Mato Grosso do Sul migrou para as rodovias estaduais.