Leilão milionário da Bigolin começa fase de lances com maior valor nesta quinta-feira

Prédio com valor milionário onde funcionava a maior loja da Bigolin está com lances impedidos
| 05/04/2022
- 17:58
Leilão milionário da Bigolin começa fase de lances com maior valor nesta quinta-feira
Foto: Reprodução

A fase de lances de maior valor - sem mínimo - do leilão milionário com itens que pertenciam ao Grupo Bigolin, que teve falência decretada na Justiça e as lojas fechadas. O leilão é da Vara de Falências, Recuperações, Insolvências e Cartas Precatórias Cíveis da Comarca de Campo Grande.

Como é a última etapa do certame, alguns itens pertencentes a empresa já não estão disponíveis. O valor arrecadado nas vendas será usado como forma para quitar as dívidas com os credores.

Dentre os lotes, estão maquinários, veículos (caminhões, caminhonetes, carros menores e motos), produtos para a que eram vendidos nas lojas fechadas, além de terrenos e prédios comerciais. Dos 73 lotes, apenas 24 ainda estão disponíveis.

O item com maior valor é o prédio onde funcionava a loja (lote 55), localizado na Rua 13 de Maio, na Vila Glória, com 7.263 m². O lance inicial era de R$ 13,8 milhões, mas esse item consta com impedimento no site.

É importante ressaltar que esse leilão é composto de três etapas: a primeira (que foi até o dia 29 de março) utiliza o valor de avaliação. 

Já a segunda praça — do dia 29 de março esta terça-feira (5) — tem o incremento com 50% de desconto. Por fim, a terceira, que acontece até o dia 12 de abril, será a fase de lances com maior valor, sem preço mínimo. 

Já os lotes da Bigolin com menores valores são de motocicletas. Uma Yamaha YBR 125K, ano 2006, está saindo por R$ 2.548, e uma Honda CG 125 Fan KS, ano 2012/2013, por R$ 4.532,50. Todos os lotes podem ser conferidos clicando neste link, no site da leiloeira Mega Leilões.

Falência da Bigolin

A dívida do grupo já é estimada em mais de R$ 100 milhões. A decisão do juiz de primeiro grau, que decretou a falência do grupo, ocorreu após segunda assembleia de credores, que concordou com a implantação de um plano de recuperação.

Conforme o rito jurídico, a aprovação precisa ocorrer em primeira votação de assembleia, com quórum qualificado de credores, ou em segunda votação, com quórum judicial.

A empresa alcançou os requisitos necessários, na segunda votação, para implantar o plano. Porém, o juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva considerou a medida inviável e, com isso, determinou a falência e fechamento das lojas.

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