Jacarés do Aquário do Pantanal recebem chips de identificação para controle e monitoramento

| 27/05/2022
- 07:21
Jacaré no Bioparque
(Foto: Divulgação/Governo de MS)

Para controle veterinário e monitoramento da , os 14 jacarés do Bioparque , também conhecido como Aquário do Pantanal, receberam chips de identificação e passaram por atendimento veterinário. Os répteis foram doados para o complexo turístico pela Caimasul, fazenda de criação dos animais.

Chip é o RG dos Jacarés

Segundo o médico-veterinário e responsável técnico do Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Lucas Cazati, além da parte de biometria, a equipe realizou a avaliação física de cada animal. “Agora nós temos o histórico deles, todas as informações. Isso torna-se o seu RG até o final de sua vida”, explicou.

Ainda segundo Lucas, o processo de controle acontece em parques, zoológicos e instituições. Animais que saem do Cras após atendimento, também são demarcados ao retornar para a natureza.

Os animais têm uma dieta carnívora, então, o Jacaré-do-Pantanal se alimenta no final da tarde e, ainda de acordo com Lucas, são jovens e podem viver por anos no complexo. “Eles vivem muito, ainda mais num ambiente preparado para eles, que não tem tanta briga na alimentação, é tranquilo. Se Deus quiser, vão viver décadas aqui”, pontuou.

“Temos como propósito manter todos os animais com saúde e bem cuidados. O trabalho realizado é apenas uma das ações que acontecem aqui dentro e que garantem que todas as espécies tenham qualidade de vida”, explicou a diretora do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri.

Sucuri Gaby também foi monitorada como os Jacarés
(Foto: Divulgação/Governo de MS)

A famosa sucuri-verde Gaby também passou por avaliação, sendo pesada e alimentada. O processo acontece uma vez por mês. “Como estamos na época do frio, verificamos se ela ganhou peso e identificamos que ela está ótima”, garantiu o biólogo do Cras, Allyson Favero.

Considerada a maior serpente brasileira, a espécie ocupa um dos tanques do complexo e quando não está escondida, se exibe para os visitantes em câmera lenta. O animal que veio do Pará, morava em um cativeiro após ser resgatada com ferimentos.

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