Festival aquece rede hoteleira e anima turismo em Corumbá; confira dicas para explorar a cidade

Além da pesca, o município possui passeios e locais que podem ser visitados durante Festival América do Sul
| 11/05/2022
- 08:26
Festival América do Sul
Imagem ilustrativa - (Foto: Divulgação/Prefeitura de Corumbá)

A confirmação da 16ª edição do Festival América do Sul Pantanal é vista com bons olhos pelo setor turístico de Corumbá. Realizado entre os dias 26 e 29 deste mês, são esperados turistas regionais, nacionais e até mesmo internacionais no município durante o evento.

De acordo com a presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Corumbá), Elisangela Olivia, a expectativa é de que ocorra aumento no turismo do município, atraindo pessoas que, além de assistir ao festival, poderão comprar no comércio local e também visitar outros pontos do município.

“Esse é nosso terceiro evento de retomada após a pandemia, que começou oficialmente com o Carnaval. Como toda retomada, é um pouco lento, mas esperamos receber cerca de 80% do que recebemos no ano anterior a pandemia [2019]”, explicou a gestora. “Nós já temos uma estrutura de hotéis, barcos-hotéis e outros, que são preparados para receber essas pessoas”, acrescentou.

Sem vagas

Raquel Amaral Ribeiro, de 57 anos, é proprietária de um barco-hotel e afirma não possuir mais vagas para esse ano. Vale lembrar que esta modalidade de hospedagem é uma das grandes atrações do município. Entretendo, para aqueles que optam por um hotel tradicional, as vagas ainda existem e os preços são os mais variados.

Um quarto para duas pessoas pode ser encontrado de R$ 81 a R$ 11.412 por noite. As opções são diversas, as mais baratas se restringem a pequenos quartos, muitas vezes em residências particulares. Aqueles que desejam desembolsar os maiores valores, podem alugar casas fluentes (iates) para a estadia.

As vagas ainda existem, apesar de escassas em hotéis de melhores avaliações. Em uma pousada, onde é possível se hospedar por R$ 2.085,00 durante os dias de festival, restam apenas três quartos disponíveis. Hotéis com valores mais baixos também possuem poucas vagas em aberto.

Para além do festival

Elisangela Olivia frisa ao Jornal Midiamax que diversos setores do município são beneficiados com o evento, isso porque os visitantes aproveitam a estadia para conhecer outros pontos da cidade.

Apesar de muito conhecida pela pesca, Corumbá possui atrações e localidades para diferentes gostos. Confira:

Estrada Parque do Pantanal

Referência de acesso para o Porto da Manga (sentido Campo Grande) ou Passo da Lontra (sentido Corumbá). Estrada de aproximadamente 116 km (estrada de chão) e 74 pontes de madeira. Cortado ao meio pelo rio Paraguai (Porto da Manga), travessia de balsa (R$ 60,00), este local tem disponível água e gasolina em pouca quantidade (10l) caso não esteja preparado. Para quem aprecia a natureza, passeio imperdível.

Durante o trajeto pode-se observar muitos animais, todos que já observei até bem próximos, em zoológicos, mas a sensação de observá-los na natureza, soltos, é indescritível. Indo bem devagar e com paciência observei durante o trajeto: jacarés e capivaras (em toda ponte que tinha água), Tuiuiús (ave símbolo do pantanal), muitos Aracuã (o que mais vi), Carcarás, Bugios, veados do pantanal, araras-azuis, tucanos, cotias, tatus, iguana, garças. Importante ir preparado com água, alimentos, região sem sinal de celular e no dia que fui cruzei com pouquíssimos carros.

Cristo Rei do Pantanal

Cristo Rei do Pantanal está localizado no Morro do Cruzeiro. No local, é possível observar diversas paisagens urbanas e de vegetação típica da região. Uma das vistas mais bonitas do local é o impressionante pôr do sol pantaneiro.

Igreja Nossa Senhora da Candelária

Construída em 1885, a Igreja Nossa Senhora da Candelária fica na região central de Corumbá. O prédio foi tombado em 1992 como Patrimônio Histórico Nacional e foi recém-reformado.

Muhpan – da História do Pantanal

O Museu está sediado em um antigo casarão onde funcionava um armazém na época de ouro do comércio fluvial.

Lá é possível conhecer a história da formação dos pantaneiros, além de utilizarem diversas formas de tecnologia para relatar a história da ocupação humana no Pantanal.

Forte Junqueira

Construído após a Guerra do Paraguai (1871). Os 12 canhões foram fabricados por volta de 1872, e nunca foram usados. As paredes do forte são de calcário e têm três metros de espessura.

Está situado dentro do 17º Batalhão de Caçadores. A visitação pode ser realizada com autorização.

Festival América do Sul Pantanal

O 16º Festival América do Sul Pantanal, que será realizado em Corumbá entre os dias 26 e 29 de maio, terá atrações de projeção nacional, artistas locais e também artistas internacionais. Entre as principais estão Michel Teló, Marcelo D2, Atitude 67, Margareth Manezes, Mart'nália e Monobloco. O anúncio oficial da programação foi feito na manhã desta terça-feira (10), em Campo Grande. Segundo o governo do Estado, serão gastos R$ 6 milhões no festival.

Sofia Viola, artista da Argentina, Cia Cortopinesis, cantor Rubem Rada (Uruguai) e os Hermanos Irmãos também se apresentarão. O evento será realizado em quatro cidades, sendo duas em MS, Corumbá e Ladário, e duas na Bolívia, Puerto Suarez e Puerto Quijaro.

Tradicional festival no Estado, o América do Sul ficou suspenso em 2020 e 2021 por conta da pandemia. O prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes (PSDB), comemorou o retorno do festival. "É importante para economia local, movimenta dinheiro, a cidade respira cultura, estou muito feliz com essas atrações".

Programação completa do 16º Festival América do Sul

  • Quinta-feira (26) - Michel Teló, Cia Cortopinesis
  • Sexta-feira (27) - Atitude 67 e Rubem Rada
  • Sábado (28) - Marcelo D2, Margareth e Sofia Viola
  • Domingo (29) - Mart'nália e Hermanos Irmãos e Monobloco

Atrações regionais

Foi publicado no mês de abril o edital com a lista dos selecionados para se apresentarem no Festival América do Sul Pantanal. Confira todas as atrações selecionadas neste link. A publicação na íntegra no Diário está disponível neste link.

Veja também

Leite está caro para o consumidor e barato demais para quem produz, com a maior parte do lucro ficando nas indústrias de laticínios

Últimas notícias