Somente em janeiro, 145 profissionais da saúde foram afastados por gripe ou covid em Campo Grande

Sesau informou que tem feito o remanejamento de outros servidores para não prejudicar atendimento em UBSs e UPAs
| 25/01/2022
- 15:58
Pacientes em unidade de saúde.
Pacientes em unidade de saúde. - (Foto: Marcos Ermínio)

Profissionais da saúde fazem parte da linha de frente de atendimento e, consequentemente, estão sujeitos a contrair covid-19 ou doenças gripais. Com a nova onda de contágio, desde o início do ano até a última quarta-feira, 145 servidores de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) estavam afastados para ficar em quarentena.

De acordo com a (Secretaria Municipal de Saúde), após o diagnóstico, o profissional é afastado das atividades laborais, seja por covid ou qualquer outra síndrome gripal. A defasagem no quadro de funcionários é somada com o período de férias e recesso de cada funcionário.

Pacientes que vão procurar atendimento em unidades de saúde têm reclamado da demora e baixo efetivo. “Na primeira semana tinha consulta marcada na UPA Aero Rancho, fui no posto e eles me disseram que a médica estava em curso. Remarcaram para hoje (25), mas os médicos estão com covid, só tem dois funcionários que atendem no balcão, o resto está com covid. Na UBS Universitário nem atendente da farmácia está indo”, disse.

Quanto ao remanejamento de servidores, a Sesau informou que há unidades que ficam com equipes mais defasadas e, nesses locais, está realocando temporariamente os profissionais para garantir o atendimento de qualidade à população. “No caso das unidades de urgência e emergência (UPAs e CRSs), as escalas são divulgadas diariamente (site da prefeitura). Na Atenção Primária, o paciente tem acesso também ao quadro funcional diretamente na unidade”, comunica a nota.

Aumenta o alerta

Na segunda-feira (24), o Cosems/MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de MS) emitiu um alerta sobre o aumento de afastamento de médicos, enfermeiros, agentes de saúde, psicólogos, entre outros, que atuam na rede pública/privada e que precisaram se afastar do trabalho por conta do coronavírus.

“O crescente número de positivos está criando uma pressão nos serviços de saúde, tanto público como privado, seja na busca por atendimento ou testagem. O número de profissionais da saúde afastados, por estarem positivos, não para de crescer. Alguns municípios pequenos do interior possuem poucos médicos e alguns ainda estão com Covid”, disse o presidente do conselho regional, Rogério Leite.

No interior do MS, a defasagem começa a preocupar, dados do Cosems/MS apontam que em 16% estão afastados das atividades, Anaurilândia tem 12%, Três Lagoas 10% e Guia Lopes da Laguna 9,5%.

“Ao mesmo tempo em que há uma equipe desfalcada por causa da Covid e Influenza, existe o aumento na procura por atendimentos e testagem, o que leva a uma sobrecarga dos serviços. E não adianta abrir contratação, pois os profissionais da rede pública são os mesmos da rede privada. Pedimos a compreensão da população, mas todos estão sendo atendidos”, finaliza a secretária de Saúde de Aquidauana, Claudia Franco Fernandes.

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