Com terreno em análise, aterro no Dom Antônio Barbosa poderá receber resíduos até 2023

Em julho de 2021 audiência pública discutiu sobre a criação do novo local para receber dejetos
| 08/02/2022
- 11:41
Com terreno em análise, aterro no Dom Antônio Barbosa poderá receber resíduos até 2023
Leonardo de França/Arquivo, Midiamax

Motivo de uma audiência pública em 2021, o terreno para o novo aterro sanitário de Campo Grande ainda segue em análise. O atual aterro, localizado no bairro Dom Antônio Barbosa, tem a capacidade para receber resíduos até 2023.

Conforme informou a Solurb, concessionária que cuida da coleta de lixo e destinação de resíduos sólidos na Capital, a possibilidade do novo aterro ser implantando na MS-455, ao lado do já existente na BR-262, no Dom Antônio, ainda é avaliada em junção com a (Secretaria Municipal de e Desenvolvimento Urbano). 

Apontado em julho de 2021 como 'próximo ao limite de vida útil', o atual aterro segue recebendo resíduos até o próximo ano. "O processo de licenciamento do novo aterro está em análise junto a Semadur, em relação ao atual aterro sanitário, o mesmo tem a previsão de recebimento de resíduos até o ano de 2023", disse a empresa em nota.

Moradores descontentes 

Na época da audiência, a reportagem do Midiamax foi até ao bairro conversar com os moradores, que afirmaram estar descontentes com a criação de um possível novo aterro. 

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Terreno fica às margens da rodovia MS-455, perto do aterro na BR-262

A catadora Katiele Pereira, 31 anos, afirmou na ocasião que nem sabia do empreendimento. "Se for a Solurb vai ser uma porcaria. Tiraram todos de lá, e depois nos deixou a Deus dará, agora que o cheiro está melhorando, vão colocar outro [aterro]".

Cheiro, aliás, é a principal reclamação das pessoas que moram ao redor do aterro que já existe, como no caso da salgadeira Katiana dos Santos, de 34 anos. "Era terrível o cheiro na hora do almoço, você não almoçava direito. Sinceramente não vai me afetar, só o cheiro mesmo que é o problema".

A reportagem esteve no local onde o projeto aponta que poderá ser construído o novo aterro. O terreno é, atualmente, ocupado por uma plantação de milho.

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