Com incentivo de R$ 5 mil e só 3% das crianças vacinadas, cidades de MS apostam nas redes sociais para convencer pais

Até este sábado, MS tem apenas 3,7% das crianças de 3 a 4 anos vacinadas
| 06/08/2022
- 08:25
Com incentivo de R$ 5 mil e só 3% das crianças vacinadas, cidades de MS apostam nas redes sociais para convencer pais
Postagens nas redes sociais têm sido a alternativa de prefeituras para atrair pais (Foto: Reprodução, Facebook)

Em julho, o titular da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Flávio Brito, informou que o Estado repassaria R$ 5 mil para cada uma das 508 salas de vacinação do Estado com objetivo de promover estratégias para vacinação contra Covid, em especial das crianças de 3 a 4 anos. Com a verba a mais, as cidades investem em planos para convencer os pais a imunizarem os pequenos.

Até a manhã deste sábado (6), de um total de 87 mil crianças de 3 a 4 anos que poderiam ser imunizadas, apenas 3.297 receberam a primeira dose contra a Covid. O número representa pouco mais de 3,7% do total de crianças que podem ser imunizadas contra o coronavírus em Mato Grosso do Sul. Em relação ao de 5 a 11 anos, das 301 mil crianças aptas a receberem a vacina, 55,4% do público está imunizado com a primeira dose. Os dados são do Painel Mais da Secretaria de Saúde do Estado.

No interior, as cidades buscam investir em publicidade para atrair os pais e convencer da importância da vacinação. Em um mundo atual onde a maioria das pessoas tem acesso à internet, uma das principais estratégias para disseminar a informação e convocar para a vacinação é usar as redes sociais.

Em Corumbá, por exemplo, a municipal informou que além de divulgar na mídia constantemente sobre a importância da vacinação, promove horários de atendimento ampliados aos sábados e domingos, com vacinação e ações em locais estratégicos e também com programação em andamento para atendimento em creches municipais.

Com público estimado de 2,9 mil crianças de 3 a 4 anos, Três Lagoas tem apenas 375 vacinados em pouco mais de duas semanas de vacinação. A publicidade na cidade é a grande aliada para convencer os pais da vacinação.

“Há campanhas constantes nas mídias sobre a importância da vacinação, bem como busca ativa realizada pelas Unidades de Saúde. Realização da campanhas denominadas Dia D que reservam um dia de final de semana ou feriado para realização de ação de multivacinação”, informou a secretaria de saúde da cidade por meio de nota.

No sul do Estado, a prefeitura de Ponta Porã também aposta em dia exclusivo da semana para vacinação das crianças como uma forma mais atrativa e rápida aos pais. Além do Dia D, a cidade aposta na divulgação na TV e em rádio para convencer os pais a irem até uma sala de vacinação imunizar os filhos.

R$ 5 mil de incentivo

Com pouco mais de 1,1 milhão de pessoas em MS com ao menos uma dose de reforço de vacina contra a Covid, a SES vai repassar para cada uma das 508 salas de vacinação do Estado R$ 5 mil, desde que elaborem estratégias para aumento das imunizações.

De acordo com o titular da pasta, Flavio Britto, a resolução da medida com as diretrizes define as condições de concessão de incentivo de R$ 5 mil às salas de vacinação do Estado. Entre as estratégias para aumentar o número de vacinados, estão a adoção de jornada estendida e a abertura aos fins de semana.

Ao Jornal Midiamax, o secretário explica que a necessidade de incentivar horários alternativos para imunização está relacionada com o número de faltantes das doses complementares da vacina. Vale lembrar que, de acordo com o Painel Mais, da SES, 95,16% do público elegível tem a primeira dose ou dose única, enquanto apenas 84,09% retornaram aos postos de vacinação para completar o esquema vacinal.

"Veja que o maior número de internados, atualmente, são de pessoas que não retornaram às unidades de saúde para completar os esquemas de vacinação. Com esse incentivo, os municípios conseguem custear horas extras e pagamento de plantões para abertura das salas aos fins de semana ou em horário estendido. Assim, os trabalhadores não terão desculpas para não buscarem as vacinas", conclui.

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