O Cotolengo Sul-Mato-Grossense, entidade que atende crianças e adolescentes com paralisia cerebral grave em Campo Grande há 26 anos, faz um apelo para doações que ajudarão a manter a unidade. Mensalmente, os gastos chegam a R$ 8 mil com alimentação enteral, necessária para os pacientes com dificuldade de mastigação e deglutição.

Conforme o diretor-presidente da entidade, padre Valdeci Marcolino, pessoas com necessidades especiais, como as com paralisia cerebral, podem desenvolver dificuldades no processo de engolir a alimentação. Em alguns casos mais complexos, a aspiração de comida pode levar a problemas mais graves de saúde. Por isso, muitas dependem dessa nutrição.

Pelo menos trinta pacientes atendidos pela entidade dependem dessa alimentação, seja durante o atendimento na unidade ou em suas casas. “Temos pessoas que precisam dessa nutrição no nosso Centro Dia, na Residência Inclusiva e também há aqueles que as famílias recebem por doação para o atendimento em casa”, explicou.

A nutricionista Beatriz Ferreira de Jesus, que atende o Cotolengo Sul-Mato-Grossense, lembra que a alimentação enteral é importante, pois minimiza o risco de desnutrição do paciente, a perda de peso e a fraqueza muscular.

“Para crianças menores de dez anos, usamos dieta em pó, que é manipulada na sala de enteral seguindo as normas de biossegurança. Para aqueles acima dessa idade, usamos a dieta líquida industrializada, que já vem pronta. Ambas oferecem nutrientes para melhorar o estado nutricional e suprir as necessidades nutricionais do paciente”, explicou a profissional.

Os moradores que podem ajudar com as doações devem entrar em contato com o telefone 3358-4848, ou pode ir diretamente na unidade localizada na Rua Jamil Basmage, nº 996, bairro Mata do Jacinto.

“O envolvimento de toda a sociedade é muito importante para o andamento das nossas atividades e a garantia de qualidade de vida dos nossos assistidos. Nesse momento em que as atividades começam a voltar ao normal, os pais voltam a sair de suas casas para trabalhar, o apoio de todos é fundamental para a sobrevivência da nossa obra em prol dos menos favorecidos”, finalizou padre Valdeci.