Cotidiano

Superlotação prejudica atendimento a pacientes e formação de alunos no HU, diz UFMS

Segundo instituição, a Sesau está regulando o envio de pacientes de forma errada

Lucas Mamédio Publicado em 08/09/2021, às 16h43

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(Foto: Divulgação)

Segundo uma extensa nota divulgada no site da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a superlotação do Hospital Universitário está prejudicando a qualidade do atendimento aos pacientes do SUS e a formação de alunos e residentes. De acordo com a instituição, com a queda dos casos de coronavírus e a retomada dos atendimentos em julho de 2021, nas últimas semanas, o Humap-UFMS/Ebserh está atendendo pacientes em número muito superior ao estabelecido no contrato, pois não está havendo a correta regulação dos pacientes pela Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, que continua direcionando ao hospital pacientes para o Humap-UFMS/Ebserh, mesmo com a superlotação.

Ainda conforme a nota, em 27 de agosto de 2021, houve uma reunião da direção do HU com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande), intermediada pelo Ministério Público Federal (MPF), para que se reduzisse a superlotação. No entanto, a Central de Regulação da Sesau estaria continuando com o envio de pacientes em número muito superior à capacidade estabelecida por contrato.

O superintendente  do Humap-UFMS/Ebserh, Cláudio César da Silva, diz que o hospital tem tomado medidas imediatas como a designação de mais gestores de fluxo de pacientes, otimização de fluxo de cirurgias de urgência, deslocamento de funcionários de outras áreas do hospital para atenderem no PAM (como limpeza, maqueiros, laboratório, técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas e médicos).

Já o reitor da UFMS, Marcelo Turine, explica que o Humap-UFMS/Ebserh é um hospital-escola da UFMS e tem um potencial de atendimento de situações mais específicas de média e alta complexidade, uma demanda crescente da população sul-mato-grossense, pois há fila de espera no Estado de muitos atendimentos e cirurgias especializadas.

“O cumprimento da contratualização pelo gestor municipal de saúde faz com que o direito constitucional à saúde seja cumprido, na medida em que os leitos destinados ao pronto atendimento sejam ocupados e, sem a superlotação, os outros serviços hospitalares poderiam ser realizados, buscando-se diminuir as filas que se agravaram em razão dos atendimentos durante o período da pandemia”.

O reitor lembra que, neste semestre, o Humap-UFMS/Ebserh, além do corpo clínico próprio, conta com 199 médicos residentes e 513 estudantes de graduação, que não podem ter a atividade de ensino prejudicada.

Jornal Midiamax