Cotidiano

Sem desfile e com shows no Morro do Cruzeiro, Corumbá comemora seus 243 anos nesta terça

Apresentação do Loubet e show pirotécnico encerram as festividades na Cidade Branca

Fábio Oruê Publicado em 21/09/2021, às 13h24

Comemorações foram mais contidas por conta da pandemia do coronavírus
Comemorações foram mais contidas por conta da pandemia do coronavírus - Foto: Star Gilson

Corumbá celebra nesta terça-feira (21) seu aniversário de 243 anos, com ato cívico-militar realizado pela Prefeitura no Jardim da Independência e shows transmitidos direto do Morro dos Cruzeiros. 

No ato desta manhã, além do hasteamento da bandeira do Brasil, houve a execução do Hino de Corumbá, uma homenagem ao Marechal Antônio Maria Coelho, herói nacional, e o tradicional “parabéns para você”. As bandas militares do 6º Distrito Naval e da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira se revezaram nas apresentações.

Alunos e professores da Rede Municipal de Ensino também prestigiaram o evento. Pelo segundo ano consecutivo, não há o tradicional desfile na avenida General Rondon ainda por causa do coronavírus. 

A retomada das tradicionais festas também fez parte do discurso do prefeito Marcelo Iunes (Podemos). “Graças a Deus acredito que nós já estamos próximos do pós-pandemia e voltaremos, principalmente ano que vem, a ter as nossas grandes festas que geram emprego, geram renda para o município, aumenta a nossa economia”, pontuou o prefeito.

“Hoje infelizmente não vamos ter a nossa querida quermesse, o nosso show nacional, o desfile das nossas crianças, das escolas municipais, estaduais, particulares aqui do município, um desfile onde temos mais de quinze, vinte mil pessoas e mais de cinco mil alunos e professores”, completou Iunes.

Neste feriado municipal, a live solidária em comemoração ao aniversário terá atrações regionais. A partir das 17h, a live é transmitida pelo canal da Prefeitura de Corumbá no YouTube.

O evento começa com a apresentação da Oficina de Dança do Pantanal com a coreografia Felizcidade. Em seguida, quem comanda a live é a dupla Leandro e Galeano. A noite ainda reserva as apresentações de Dudu Lino e, por último, Loubet. A festa termina com um show pirotécnico.

Cidade Branca

Com o nome de origem tupi-guarani — Curupah, que significa “lugar distante” —, Corumbá é conhecida como cidade branca, devido à cor clara de seu solo, rico em calcário. A ocupação da região teve início no século XVI quando, com a expectativa de encontrar ouro, a área do atual município foi explorada pelos portugueses, que começaram a chegar em 1524.

Fundado em 1778 para impedir os avanços dos espanhóis pela fronteira brasileira, o Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque — primeira denominação do vilarejo — transformou-se no principal entreposto comercial da região.

Quando a passagem de barcos brasileiros e paraguaios pelo Rio Paraguai foi liberada, e devido à importância comercial que passou a ter, a localidade foi elevada a distrito em 1838 e, em 1850, ao município de Santa Cruz de Corumbá.

Porto geral em Corumbá é um dos pontos mais importantes da cidade. (Foto: Star Gilson)

Palco de guerra

Durante a Guerra do Paraguai (1864 a 1870), a freguesia foi palco de uma das principais batalhas do conflito, sendo ocupada e destruída por tropas de Solano Lopez em 1865. A partir de 1870, ao ser retomada pelo tenente-coronel Antônio Maria Coelho, a cidade começou a ser reconstruída.

Na mesma época, imigrantes europeus e de outros países sul-americanos chegaram, impulsionando o desenvolvimento local. Como resultado, Corumbá foi o terceiro maior porto da América Latina até 1930. Nessa época, abrigou a primeira fábrica de refrigerantes de Mato Grosso do Sul

Com a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil no início do século XX, porém, deslocou o eixo comercial do sul do Estado — então Mato Grosso — para Campo Grande. Os grandes comerciantes locais mudaram-se para outras cidades e Corumbá passou a priorizar comercialmente a exploração mineral e as atividades rurais, como a agropecuária.

A cidade iniciou atividades industriais na década de 1940, com a exploração das reservas de calcário — excelente para a indústria do cimento — e de outros minérios. No fim dos anos 1970, o turismo passou a ser explorado, revelando nova infraestrutura e viabilizando a restauração das construções históricas.

Com o Pantanal ocupando 60% de seu território, Corumbá passou a ser chamada de capital do pantanal, constituindo-se o principal portal para o santuário ecológico.

Segundo corumbaenses, pôr do sol na cidade branca é um dos mais bonitos de MS. (Foto: Star Gilson)

Jornal Midiamax