Cotidiano

No Instagram, psicopedagoga dá dicas para retorno presencial de alunos

Para Carla Pacheco, o 2º semestre de 2021 deve ser focada na adaptação do alunos

Lucas Mamédio Publicado em 28/07/2021, às 17h14

Carla gravando vídeo para seu Instagram
Carla gravando vídeo para seu Instagram - (Foto: Arquivo Pessoal)

Milhares de alunos estão retornando às salas de aula neste segundo semestre de 2021. Só em Campo Grande, são 109 mil alunos da Reme. Após um ano e meio fora da escola, qual será o impacto emocional do retorno presencial?

Levando em conta isso, a psicopedagoda Carla Pacheco tem se dedicado nos últimos dias a dar dicas em seu Instagram de como pais e alunos devem agir na volta às aulas.

“Precisamos focar na adaptação desses alunos, sem pensar em conteúdo. Não dá pra cobrar atualização de matérias neste momento”, diz que Carla.

Para ela, ninguém vai conseguir partir de onde parou, porque com tanto tempo distantes da escola, as vivências foram inúmeras, incluindo recursos de aprendizagem diferenciados, problemas familiares e emocionais, sem falar nas perdas de pessoas queridas sofridas.

“Para uma aprendizagem efetiva será preciso realinhar os diferentes pontos de partida, ou seja, estratégias que possam incluir as inúmeras aprendizagens que surgirão em um único grupo. Assim, todos bem orientados e cientes desse momento único, poderemos criar uma nova modalidade de aprender e ensinar, incluindo a todos”.

A especialista diz que já está recebendo em seu consultório várias crianças apresentando ansiedade justamente pelo medo da não aprendizagem. “As escolas estão identificando os níveis dos alunos e segregando, quando, na verdade, é necessário integrá-los. Colocar o que sabe mais, pra ajudar o que ainda tem mais dificuldade”.

E os pais?

Para Carla, existem dois pontos importantes em relação aos pais. “Primero acho que é preciso respeitar os pais que ainda não se sentem seguros. A saúde é importante. Mas aos que estão mandando as crianças, é preciso não cobrar muito do filho. Temos que entender o momento e o quanto cada criança tem o seu tempo.

A seguir, uma das postagens de Carla:

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