Cotidiano

Óbitos de pessoas na faixa de 60 a 69 anos aumentaram mais de 80% em Corumbá

Pessoas que ainda não receberam imunização foram as únicas faixas etárias que registraram crescimento

Fábio Oruê Publicado em 21/05/2021, às 18h51

População mais jovem que não se vacinou deve ficar em alerta
População mais jovem que não se vacinou deve ficar em alerta - Foto: Arquivo/ Jornal Midiamax

Corumbá registrou um aumento percentual de 86% em abril no número de óbitos por Covid-19 da população na faixa etária entre 60 e 69 anos na comparação com a média para a idade desde o início da pandemia e contabilizado pelos Cartórios de Registro Civil da cidade.

Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades no município, a população mais jovem viu crescer os números absolutos e percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.

Na cidade, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento em relação à média desde o início da pandemia foi a da população entre 60 e 69 anos, com crescimento percentual de 86% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021. O crescimento se deu nos números absolutos em relação a março, passando de 9 para 14

Na sequência, a faixa etária que vai dos 20 aos 29 anos viu o aumento do número de óbitos crescer 83% em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia. Outra faixa etária que registrou crescimento foi a de pessoas entre 30 e 39 anos, com óbitos aumentando 79% em relação à média desde o começo da pandemia, e passando de 1 em março para 2 em abril.

Ainda em período de vacinação, a população entre 70 e 79 anos registrou aumento de mortes de 36% em relação à média desta idade no período, e um aumento de falecimentos menor em relação às demais idades, passando de 20 em março para 6 em abril.

Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 64% na faixa entre 80 e 89 anos, e 100% na população entre 90 e 99 anos.

Os dados foram reunidos pela Arpen-Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais).

Jornal Midiamax