Cotidiano

Mulheres, negros e pobres são os que mais sofreram violência em MS, diz IBGE

MS é o 4º estado no ranking de pessoas que sofreram violência

Mariane Chianezi Publicado em 27/05/2021, às 15h09

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Ilustrativa

Em Mato Grosso do Sul, mais de 400 mil pessoas com 18 anos ou mais sofreram algum tipo de violência, apontou pesquisa do IBGE (Instituto Braisleiro de Geografia e Estatística). A maioria foram mulheres, negros e pobres, indicou a pesquisa do PNS (Pesquisa Nacional de Saúde).

O alto percentual coloca MS como o 4º com mais pessoas vítimas de violência, ficando atrás de Sergipe (24,9%), Roraima (22,3%) e Bahia (21,8%).

O percentual de mulheres que sofreram alguma violência foi de 22,7% e o de homens foi de 18,3%. Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (36,0%); de 30 a 39 anos (19,3%); de 40 a 59 anos (17,4%) e 60 anos ou mais (10,3%).

As pessoas pretas (25,8%) e pardas (20,9%) sofreram mais com a violência do que as pessoas brancas (19,8%) A mesma tendência ocorreu com a população com menor rendimento (sem rendimento até 1/4 do salário mínimo), em comparação com a de maior rendimento (mais de 5 salários mínimos), 31% e 13%, respectivamente.

No estado, 59 mil pessoas deixaram de realizar suas atividades habituais em decorrência da violência sofrida, o que representa 14,5% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual. Entre as Unidades da Federação, o estado é o 5º maior percentual. As mulheres foram mais atingidas do que os homens, com 15,3% e 13,3%, respectivamente.

Em 2019, a PNS estimou 395 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 19,9% da população, 4º maior percentual do País. As mulheres sofreram mais com esse tipo de violência do que homens, 22,1% e 19,9%. Considerando que 395 mil pessoas sofreram violência psicológica e 400 mil sofreram algum tipo de violência, podemos concluir que, das pessoas que sofreram alguma violência, 98,7% sofreram violência psicológica.

Jornal Midiamax