Cotidiano

MS atinge 'imunidade coletiva' em aldeias e não registra morte índios por covid há 15 dias

Levantamento da SES aponta que em julho apenas 4 indígenas morreram por covid-19 em MS

Gabriel Maymone Publicado em 05/08/2021, às 11h13

Terena Domingas da Silva, de 91 anos, foi a 1ª indígena a ser vacinada em MS
Terena Domingas da Silva, de 91 anos, foi a 1ª indígena a ser vacinada em MS - Arquivo / Leonardo de França / Midiamax

Mato Grosso do Sul atingiu 80% da taxa de vacinação da população indígena e alcançou a chamada "imunidade coletiva". Com isso, o Estado não registra morte por covid há 15 dias em aldeias. 

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) informou que, em julho, foram registradas 4 mortes nessa população, sendo que duas delas são de indígenas que haviam se recusado a tomar a vacina. 

Até o último dia 31 de julho, de um público vacinável estimado em 46.180 pessoas que residem nas aldeias, 98,16% receberam a primeira dose e 83,16% a segunda, de acordo com dados do painel 'vacinômetro'.

Levantamento da SES indica que, de janeiro a julho deste ano, houve queda de 72,11% nos casos e de 43,61% nos óbitos por covid entre indígenas. 

“Como resultado da vacinação, há 15 dias estamos sem ocorrência de mortes por Covid nas aldeias indígenas sul-mato-grossenses”, aponta o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Ainda conforme a pasta, das 83.375 doses da vacina enviadas para a comunidade indígena, 76.507 foram aplicadas nessas comunidades. Das 30 cidades que abrigam aldeias, apenas Coronel Sapucaia, Anastácio, Nioaque, Porto Murtinho, Maracaju, Douradina, Dourados e Rio Brilhante não atingiram o índice de 80% de indígenas completamente imunizados, ou seja, que já receberam a segunda dose da vacina contra a covid.

Jornal Midiamax