Cotidiano

Média de casos aumenta 55% e mostra avanço da covid entre jovens de MS, aponta Saúde

Estado tem 24% da população vacinada, o que mostra que casos estão entre quem ainda não pode ser imunizado

Mylena Rocha Publicado em 19/05/2021, às 11h42

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Marcos Ermínio/Midiamax

Em apenas duas semanas, o quadro da pandemia de coronavírus mudou muito e a média diária de casos novos aumentou 55% em Mato Grosso do Sul. A média móvel, que estava em 874 casos de covid por dia, chega a 1.358 casos diários nesta quarta-feira (19). O dado aponta que os infectados são, principalmente, os mais jovens. Além disso, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) demonstrou preocupação com a terceira onda da doença em MS. 

Durante a live da SES nesta manhã, o secretário Geraldo Resende comentou que mesmo com o avanço da campanha de vacinação, o número de infectados por dia tem aumentado. Atualmente, o Estado tem 24% da população vacinada com pelo menos a primeira dose, ou seja, a esta altura era de se esperar que os casos caíssem. Porém, o secretário comenta que os dados mostram que os casos são principalmente de pessoas mais jovens, que ainda não puderam ser imunizadas.

“A nossa média móvel sobe para 1.358, o que mostra a circulação forte do vírus em Mato Grosso do Sul, mesmo com 24% da população vacinada. Significa que há um grande número de casos em pessoas jovens, que não fizeram seu ciclo vacinal”, explicou. 

O secretário ainda chamou a atenção para o aumento da taxa de contágio nos últimos dias e da falta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nas principais cidades do Estado. As macrorregiões de Campo Grande e Corumbá apresentaram taxa de ocupação de 100% nesta quarta (19). 

Geraldo Resende ainda citou a preocupação com a terceira onda do coronavírus, dizendo que Mato Grosso do Sul pode passar por meses ainda mais críticos. “Especialistas apontam a terceira onda para junho e julho, isso nos tem preocupado”.

A secretária adjunta de saúde Crhistinne Maymone afirmou que o crescimento de casos novos de covid-19 está relacionado à variante P1, originária do Amazonas. A cepa é considerada mais infecciosa e letal. Segundo Maymone, uma das hipóteses para a escalada da doença é o fato de que a variante está mais presente no território de MS. 

Para evitar o colapso da saúde no Estado, é preciso contar com a colaboração da população. Geraldo Resende frisou que mesmo com avanço da imunização, ainda não é hora de retomar a vida normal. “Tem muita gente que acha que voltou à vida normal, é arriscado. No Dia das Mães, apontamos que a melhor forma de comemoração era via internet, mas infelizmente parcela da população, rebelde, não está se comportando”.

Jornal Midiamax