Cotidiano

Isolamento em casa e calorão fazem vendas de piscinas ‘bombarem’ em Campo Grande

Vendedores do ramo comemoram procura por conforto e diversão em casa

Karina Campos Publicado em 12/04/2021, às 07h16

Piscinas de fibra e vinil também estão na mira de moradores em isolamento.
Piscinas de fibra e vinil também estão na mira de moradores em isolamento. - (Foto: Piscina Splash)

O isolamento social em casa e calor na casa dos 36ºC, fizeram com que a procura por piscinas aumentasse consideravelmente em Campo Grande. O setor vem registrando melhora no desempenho desde março do ano passado, desde as piscinas de plástico, às de fibra ou vinil.

Josiane da Silva de Oliveira, proprietária da Piscina Splash, na Vila Olinda, comemora a busca pelos itens na loja que inaugurou no meio da pandemia. Ela conta que os consumidores buscam por conforto em casa e diversão em família.

“Tivemos grande procura na pandemia, pois, as famílias buscaram investir para ficar confortável em casa. Nós abrimos há quase um ano, não temos comparativos do ano passado, mas, até então, estamos mantendo as vendas em alta e não tivemos baixa no rendimento”, explica.

Josiane destaca que, no fim de ano, com as festas e férias, o movimento é maior. Ela também destaca que a maior parte dos consumidores preferem investir em promoções. Na empresa, moradores podem encontrar piscinas de R$ 13 a 39 mil, com itens de até 6 meses. “90% dos nossos clientes foca em promoção, tanto que a franquia orienta que a cada 15 dias um modelo deve ir para promoção”.

O dono da House Piscinas, no bairro Santa Fé, que preferiu não se identificar, também se surpreendeu com a alta nas vendas durante o período. No início das restrições, em maio do ano passado, as vendas chegaram a cair, porém, em seguida, percebeu o crescimento.

“Tem saído bastante piscinas, em comparação com março passado, o aumento foi de 30%. O preço depende bastante do quanto o cliente quer investir, temos piscinas a partir de R$ 5 mil e até R$ 65 mil”, disse.

Já a dona da Valente Piscinas e Aquecedores, Beatriz Valente, percebeu que a cada novo período de ‘fecha tudo’, as vendas caem o que, consequentemente, reflete no faturamento mensal.

“Quando podemos trabalhar, vemos que a procura é relativamente alta, mas já ficamos uma semana fechados, e caem de novo, o que dificulta bastante. De uma perspectiva geral, os clientes têm investido mais, mas depende, por vezes, não focam em piscinas baratas, mas em projetos, como de prainha em casa, de iluminação e conforto, então o investimento varia muito”, ressalta.

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Piscinas de plástico também são saídas para se refrescar, sem gastar muito. (Foto: Ilustrativa)

Já aos bolsos mais econômicos, as altas em piscinas de plástico também estão em alta. William Theodoro, gerente de uma loja de brinquedos, no bairro Coronel Antonino, garante que a maior parte dos clientes entram com as crianças.

“Sai bastante as piscinas de mil litros, são as mais baratas e de menos manutenção. Com as férias, crianças em casa, eles trazem e elas mesmos escolhem. Vimos que esse público aumentou mais em dezembro, acredito que pelas férias escolares, então esse tipo de piscina é mais para a família”.

Pela internet, piscinas de plástico, a partir de mil litros, podem sem compradas por R$ 150, as mais simples. Outras com lona reforçada e com maior resistência, além de caber até 5 pessoas, unidades de 2,4 mil litros, chegam a custar R$ 400.

Jornal Midiamax