Cotidiano

IBGE: setor de serviços tem crescimento de 19,3% em um ano em Mato Grosso do Sul

Atividades não presenciais são fundamentais para o crescimento do setor no país

Gabriel Maymone Publicado em 14/09/2021, às 10h31

Serviços tiveram crescimento de julho de 2020 a julho de 2021
Serviços tiveram crescimento de julho de 2020 a julho de 2021 - Divulgação

Pesquisa mensal de serviços divulgada nesta terça-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o volume de serviços teve alta de 19,3% em Mato Grosso do Sul em um ano. Os dados são referentes a julho de 2021 comparados com o mesmo período do ano passado.

Conforme os dados, a variação na receita nominal foi de 26,8% no período. Porém, o mês de julho teve retração de 1,5% na comparação com junho de 2021, após ter apresentado alta de 2,3%. Apesar disso, o setor acumula alta de 8% no ano em MS.

O setor em MS mostra um movimento de recuperação desde setembro do ano passado e chegou a superar o patamar pré-pandemia em dezembro, mas caiu em janeiro e fevereiro de 2021. Com a alta em março, voltou a superar o nível pré-pandemia e em julho encontra-se 10,2% acima do volume de fevereiro do ano passado.

Atividades em alta

O resultado do setor em julho foi puxado por apenas duas das cinco atividades, em especial, pelos serviços prestados às famílias (3,8%), que acumulam ganho de 38,4% entre abril e julho. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,6%, com crescimento de 4,3% nos últimos três meses, e superaram, pela primeira vez, o patamar pré-pandemia, ficando 0,5% acima de fevereiro de 2020.

“Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, explica o analista da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Crescimento de serviços não presenciais

Rodrigo Lobo observa que são as atividades não presenciais que vêm sustentando a recuperação do setor de serviços desde a fase mais aguda da pandemia, entre março e maio do ano passado. De junho do ano passado a julho deste ano, o setor soma 13 taxas positivas, com exceção da taxa de março passado, que teve variação negativa devido ao fechamento de atividades consideradas não essenciais por conta da segunda onda do novo coronavírus.

“Com o avanço da vacinação e a maior flexibilização das atividades econômicas, os serviços de caráter presencial seguem avançando, mas ainda num ritmo inferior ao de fevereiro de 2020. O que sustenta o setor de serviços no patamar um pouco abaixo de março de 2016 são os serviços de caráter não presencial, como serviços de tecnologia da informação, serviços financeiros, e armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio, que obtiveram ganhos de receita mais expressivos”, detalha o analista.

Jornal Midiamax