Cotidiano

IBGE: mais de 400 mil pessoas já sofreram agressão física, psicológica e sexual em MS

Dados constam na Pesquisa Nacional da Saúde, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE

Gabriel Maymone Publicado em 07/05/2021, às 11h49

Maioria das vítimas são mulheres, negros e jovens
Maioria das vítimas são mulheres, negros e jovens - Divulgação

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (07) pelo IBGE (Instituto Braisleiro de Geografia e Estatística) mostra que, em Mato Grosso do Sul, mais de 400 mil pessoas com 18 anos ou mais sofreram algum tipo de violência. O número corresponde a 20,6%, sendo que a maioria são mulheres, jovens e negros. O alto percentual coloca MS como o 4º com mais pessoas vítimas de violência.

Conforme os dados, em Mato Grosso do Sul, que 400 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica, física ou sexual nos 12 meses anteriores à entrevista, o que corresponde a 20,6%, o quarto maior percentual entre as Unidades da Federação, atrás de Sergipe (24,9%), Roraima (22,3%) e Bahia (21,8%).

O percentual de mulheres que sofreram alguma violência foi de 22,7% e o de homens foi de 18,3%. Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (36,0%); de 30 a 39 anos (19,3%); de 40 a 59 anos (17,4%) e 60 anos ou mais (10,3%). As pessoas pretas (25,8%) e pardas (20,9%) sofreram mais com a violência do que as pessoas brancas (19,8%) A mesma tendência ocorreu com a população com menor rendimento (sem rendimento até 1/4 do salário mínimo), em comparação com a de maior
rendimento (mais de 5 salários mínimos), 31% e 13%, respectivamente.

No estado, 59 mil pessoas deixaram de realizar suas atividades habituais em decorrência da violência sofrida, o que representa 14,5% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual.

Por fim, o IBGE estimou 395 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 19,9% da população, 4o maior percentual do País. As mulheres sofreram mais com esse tipo de violência do que homens, 22,1% e 19,9%.

Jornal Midiamax