Cotidiano

Fiocruz aponta queda em internações em todo o país e ocupação cai para 24% em MS

Dados do boletim mostram que Estado está há seis semanas fora da zona de alerta

Mylena Rocha Publicado em 23/09/2021, às 10h29

Campo Grande está entre as capitais fora da zona de alerta, com taxa de ocupação de leitos em 27%.
Campo Grande está entre as capitais fora da zona de alerta, com taxa de ocupação de leitos em 27%. - Henrique Arakaki/Midiamax

Mato Grosso do Sul continua fora da zona de alerta para ocupação de leitos no país e a taxa para leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) caiu para 24%. Há duas semanas, o Estado tinha uma taxa de 34%, o que confirma a tendência de queda nos indicadores de leitos, conforme boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). 

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Fonte: Fiocruz

A edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz foi divulgada na quarta (22) e aponta uma melhora no cenário da pandemia em todo o país. O mapa mostra quase todos os estados com a bandeira verde, com exceção do Espírito Santo e Distrito Federal, onde se observou crescimento. O boletim aponta que nenhum estado está na zona crítica, com taxa superior a 80%.

MS já está há seis semanas com a classificação verde no mapa da Fiocruz, que indica alerta baixo para a ocupação de leitos de UTI. Com relação às capitais, o boletim indica que nenhuma tem taxa de ocupação de leitos superior a 80%.

Cinco estão na zona de alerta intermediário: Belo Horizonte (60%), Vitória (65%), Rio de Janeiro (75%), Porto Alegre (60%) e Brasília (66%). Campo Grande está entre as capitais fora da zona de alerta, com taxa de ocupação de leitos em 27%.

Imunidade coletiva

Mato Grosso do Sul atingiu no fim de semana a chamada ‘imunidade coletiva’, objetivo buscado desde o início da campanha de vacinação contra o coronavírus. Quase oito meses depois de começar a aplicação das doses, o Estado atingiu 70% dos adultos imunizados, ou seja, com o ciclo vacinal completo.

O secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, comemorou o indicativo, mas explicou que não há um consenso sobre os números para considerar a imunidade coletiva. Entre especialistas, o percentual varia de 60% a 90%. “É um marco, uma meta. Estes números não têm consenso na literatura mundial, mas vamos avançar mais ainda. A gente pode chegar, até o início de outubro, a 80% imunizados. Vamos trabalhar intensamente para passar este número”.

Jornal Midiamax