Estudo em 13 cidades de MS já tem 84% vacinados e prevê devolução de até 45 mil doses

Em força-tarefa, equipes vacinam em fazendas, assentamentos e comunidades ribeirinhas
| 08/07/2021
- 12:41
Para vacinar toda a população
Equipes vacinam a população em regiões mais distantes, como fazendas e comunidades ribeirinhas. - Divulgação/Julio Croda/Fiocruz

O estudo que prevê a imunização de toda a população nas 13 cidades de fronteira de Mato Grosso do Sul continua e já é possível sonhar com a imunidade coletiva. Conforme dados levantados até o momento, já são mais de 82 mil pessoas vacinadas no estudo com a Janssen. Estima-se que 84% da população adulta na região de fronteira tenha tomado pelo menos uma dose e o estudo ainda pode devolver até 45 mil doses de vacina, que serão redistribuídas aos 66 municípios restantes no Estado.

O infectologista e pesquisador da (Fundação Oswaldo Cruz), Julio Croda, comemora o avanço do estudo na fronteira. “84% da população acima de 18 anos [está] vacinada com pelo menos uma dose. Já é possível sonhar com os efeitos da imunidade indireta, é o maior estudo de vacinação em massa realizado no Brasil”, celebra.

A vacinação na fronteira começou na última sexta-feira (2) e a previsão era de que se prolongasse por duas semanas ao todo. Croda chefia o estudo e explica que, neste fim de semana, será realizado um balanço sobre o avanço da imunização para avaliar até quando as doses da Janssen estarão disponíveis nas cidades. 

O pesquisador frisa que a ideia é vacinar o máximo de pessoas possível. “A ideia é vacinar no total de 90% a 100% da população acima dos 18 anos com pelo menos uma dose de qualquer vacina. Cada cidade tem que chegar a pelo menos 85%, para ter uma vacinação uniforme”, explana Croda. 

Enquanto o estudo avança, os outros 66 municípios de Mato Grossso do Sul seguem na expectativa da sobra de doses. A sobra já era prevista pelo Estado, já que o pedido de doses foi baseado na população segundo IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística), mas pode ser que parte da população, como trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades, já tivesse sido vacinada nesses grupos e não por faixa etária.

“Já usamos 82 mil doses e já redistribuímos 20 mil. Talvez [sobre] entre 35 mil e 45 mil”, aponta o médico infectologista. 

Nesta quinta-feira (8), os 13 municípios de fronteira que participam do estudo irão enviar relatório de aplicação de doses. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) explica que os relatórios serão enviados até às 17 horas. “Será feito levantamento e caso os municípios já tiverem vacinado toda a população adulta, será feito o remanejamento das doses entre os municípios”. 

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Equipes de saúde passam de casa em casa para vacinar. (Foto: Divulgação/Julio Croda/Fiocruz)

Força-tarefa da vacinação

Com a meta de vacinar toda a população, as equipes seguem fazendo esforços para garantir a imunização. O município de Porto Murtinho, a 454 quilômetros de Campo Grande, já anunciou que passaria de casa em casa para verificar quem ainda não foi vacinado. 

O infectologista Julio Croda, que chefia o estudo na fronteira, ressalta que a iniciativa acontece em diversas cidades. Equipes de saúde realizam visitas até em fazendas, comunidades ribeirinhas e assentamentos. 

Estudo na fronteira

A vacina americana da Janssen é de aplicação única e tem sido utilizada para estudo epidemiológico conduzido pelo médico infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda. O estudo será realizado pelo grupo Vebra Covid da Fiocruz (capitaneado por Croda), com apoio da (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e das universidades dos Estados Unidos de Stanford, Yale e Miami.

O especialista explicou que todos acima de 18 anos que ainda não foram vacinados com outros imunizantes receberão dose da Janssen. Os pesquisadores vão monitorar o impacto da vacina em relação à imunidade coletiva e vão comparar os dados com outros 13 municípios similares. Também será monitorada a incidência da doença em crianças e adolescentes, que ainda não podem receber vacina.

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