Cotidiano

À espera de manifestações no dia 7, Exército instala barreiras de proteção em frente ao CMO

Em Campo Grande estão previstos protestos a favor e contrários ao presidente Jair Bolsonaro

Aliny Mary Dias Publicado em 04/09/2021, às 10h17

Barreiras estão visíveis já neste sábado
Barreiras estão visíveis já neste sábado - Foto: Marcos Ermínio, Midiamax

Barreiras de proteção foram instaladas no acesso à sede do CMO (Comando Militar do Oeste), localizada na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. Cavaletes foram colocados em frente ao prédio e são vistos desde a manhã deste sábado (4).

Nos cavaletes, foram afixadas placas orientando que a área é militar e que não é permitido ultrapassar. As barreiras surgem dias antes de uma série de manifestações e protestos marcados para a próxima terça-feira, 7 de setembro, feriado da Independência.

Os protestos são aguardados em todo o país com atenção, já que devem reunir linhas ideológicas opostas, favoráveis e contrárias ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O Jornal Midiamax questionou a assessoria de imprensa do CMO a respeito das barreiras, mas não houve retorno até a publicação deste texto. 

Protestos

Em Campo Grande, para garantir a segurança durante os protestos, a prefeitura mobilizou efetivo de 300 guardas municipais. O monitoramento dos atos contará, ainda, com drones e câmeras. O objetivo principal é garantir a segurança dos manifestantes e evitar conflitos. A Polícia Militar também informou que terá "um grande esquema de segurança" em prática na próxima terça.

Os atos em apoio ao presidente estão programados para ocorrer no período da manhã do feriado, a partir das 10 horas. Confira aqui a programação completa. 

Entre os manifestos contrários ao presidente está o Grito dos Excluídos, programado para ocorrer às 15 horas no Centro da Capital. O protesto que reúne entidades ligadas a movimentos sociais ocorre tradicionalmente ao fim de todo desfile cívico da Independência, mas neste ano, assim como ocorreu em 2020, o evento não será realizado em razão da pandemia.

O ato programado para o Centro da Capital tem como um dos organizadores a Fetems (Federação dos Trabalhadores Em Educação de Mato Grosso do Sul), que já solicitou ao Governo do Estado reforço na segurança

Jornal Midiamax