Cotidiano

Organizações sociais de MS vão receber R$ 1,6 milhão do Funles em fomento para projetos

13 instituições com projetos sociais foram aprovados dentro do edital do Funles

Fábio Oruê Publicado em 18/11/2021, às 17h11

Diversos projetos foram contemplados com o Fundo
Diversos projetos foram contemplados com o Fundo - Foto: Leonardo de França/ Jornal Midiamax

Em Mato Grosso do Sul, 13 entidades civis vão receber repasse de R$ 1,6 milhões do Funles (Fundo de Defesa e Reparação de Interesses Difusos e Lesados) para investir em diversos projetos de cunho social. Os termos de convênio com a instituições foram assinados nesta quinta-feira (18) pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e pelo secretário da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck. 

São diversos projetos contemplados como reciclagem de materiais descartados no lixo até melhorias na produção de mel de abelha. A cerimônia de assinatura foi realizada no auditório da Governadoria e contou com a presença dos membros do Conselho Gestor do Funles, de representantes das entidades beneficiadas no último edital do Fundo e equipe de gestores da Semagro.

De acordo com o secretário da Semagro e presidente do Conselho Gestor do Funles, Jaime Verruck, esse foi o maior volume de recursos disponibilizados nos três editais lançados pelo Funles, que ficou parado por 11 anos.

Entre os anos de 2004 e 2015, não foram lançados editais do Funles. O Fundo foi retomado em 2016 e desde então, foram lançados três editais, no valor total de R$ 4 milhões, que beneficiaram 29 projetos de organizações das sociedade civil e poder público.

"Nós já temos um recurso adicional e aa nossa ideia é soltar um outro edital já no início de janeiro, mas nós estamos avaliando se vai ser para o setor público ou privado", disse o secretário ao Jornal Midiamax.

Uma das entidades contempladas é a Ressoarte, de Anastácio, que atende cerca de 120 alunos, entre crianças e adolescentes, onde parte são indígenas.

"O Funles vai possibilitar um projeto que já realizamos em 2014 que é a Orquestra Indígena e nós vamos reativar esse projeto, possibilitando formação profissional em música instrumental para alunos indígenas e não indígenas", contou o Adriano de Castro, coordenador de projetos do Ressoarte. 

Beneficiados

Os 13 projetos selecionados em 2021 terão a execução dos processos acompanhada por servidores da Semagro. As instituições devem prestar contas de todo valor recebido. O prazo de vigência dos convênios é de 12 meses.

Os aprovados são:

  • Associação Pestalozzi de Campo Grande com o projeto "Educação eco ambiental e artística à serviço da ressignificação da pessoa com deficiência" (R$ 150 mil);
  • Associação de capacitação e instrução de economia solidária do povo (ACIESP) com o projeto "Alinhavando sonhos" (R$ 145 mil);
  • União dos deficientes físicos de Iguatemi (UNIFIG) com o projeto "Implantação do centro de equoterapia da UNIFIG" (R$ 150 mil);
  • Instituto de arte, cultura e desenvolvimento (RESSOARTE) com o projeto "Orquestra Indígena Teko Arandú" (R$ 100 mil);
  • Cooperativa de catadores materiais recicláveis de Alcinópolis (COOPERCAL) com o projeto "Reciclando o futuro" (R$ 42,1 mil);
  • Fundação Anália Franco de Maracaju com o projeto "Piscina Vida Ativa" (R$ 133,5 mil);
  • Instituto das águas da Serra de Bodoquena (IASB) com o projeto "Águas de Bonito-Nascentes" (R$ 150 mil);
  • Associação leste pantaneira de apicultores (ALESPANA) com o projeto "Meliponicultura e conservação de abelhas nativas sem ferrão" (R$ 109 mil);
  • Associação Lar do Pequeno Assis com o projeto "A arte é uma esperança" (R$ 140 mil);
  • Associação Cultural Casulo com o projeto "Literatura oral Kaiówa - O patrimônio sul-mato-grossense para ver e ouvir" (R$ 139.8 mil);
  • Cooperativa regional de apicultura de MS (COOPERAMS) com o projeto "Polinizadores" (R$ 144,1 mil);
  • Instituto de Desenvolvimento Educacional Alexandrina Carlos Pinheiro com o projeto "Do nosso jeito - em busca do ser sul-mato-grossense" (R$ 149,3 mil);
  • Centro de Pesquisas Indigenistas (CAPI) com o projeto "Ja’e" (R$ 46,8 mil).

*Matéria alterada às 18h19 para acréscimo de informações.

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