Alta do dólar não ameaça Black Friday em Campo Grande, mas pode afetar setor de importados

Período de descontos que já virou 'moda' entre consumidores brasileiros acontece em novembro
| 13/10/2021
- 19:55
Consumidor em Campo Grande
Consumidor em Campo Grande, ilustrativa - (Foto: Leonardo de França / Jornal Midiamax)

Com a proximidade do mês de novembro, promoções como a já tradicional Black Friday, começam a fazer parte do planejamento de consumidores que esperam essa época do ano para fazer boas compras. Em 2021, a alta do dólar pode impactar o setor de importados, mas comerciantes da Rua 14 de Julho já se planejam para fazer da data um momento de aquecimento da economia de Campo Grande. 

O gerente de loja Perivaldo Benevides, de 39 anos, está otimista e espera superar em 10% as vendas de 2020. “Estruturamos a loja com novos colaboradores. Renovamos o estoque e estamos com uma maior variedade de produtos”, detalhou o responsável pela Montreal e Casa.

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Perivaldo já estruturou a loja para a data (Foto: de França / Jornal Midiamax)

Ele explica que o fato de trabalhar com poucos produtos importados facilita na hora de adquirir o estoque, fazendo com que a alta da moeda norte-americana não interfira tanto nos preços e vendas para a data. “No primeiro momento não vamos sentir, trabalhamos com poucos importados”, disse ele.  

Para o vendedor de uma joalheria do Centro, Bruno de Oliveira, de 25 anos, a expectativa pela época de promoções também é boa, mas ainda não é possível estimar detalhes sobre os descontos que serão aplicados na Black Friday. “Ainda não paramos pra pensar. Estamos esperando, está começando a ter movimento agora. O setembro desse ano foi pior do que no ano passado”, explica Bruno.

Sobre a estratégia para o dia, Bruno acredita que a empresa deve oferecer a mesma forma de trabalho, sem reduzir o número de promoções. “Possivelmente não vai mudar, a estratégia é queimar os códigos mais antigos. A intenção é de chamar o público na Black”, finalizou.

Impacto do dólar 

No setor de eletrodomésticos, o gerente da loja Gazin informou que as promoções da Black também acontecerão, mas com um tom mais moderado no segmento dos importados. “Vai ter Black, mas ainda não sabemos a grandiosidade que será”, detalhou Jece Andrade, de 35 anos.

Segundo ele, dois fatores interferem diretamente nas promoções desse ano: pandemia e ruptura de mercado. “Está faltando mercadoria, as fábricas não estão dando conta [da demanda]. A parte de informática é importada, e o dólar comanda o valor. Se está alto, o comerciante não vai comprar, por conta do preço”, explicou.

Em uma análise do consumo local, o gerente começou a sentir uma melhora nas vendas e espera um resultado positivo para a temporada de compras. “Você já vê o público na rua, a confiança do consumidor voltou. No ano passado, mesmo com a pandemia foi bom, esperamos vender no mínimo igual”, disse ele.  

Para especialistas em direito do consumidor, a dica para quem quer garantir descontos na Black Friday continua a mesma: pesquise bastante. Apesar da atuação de órgãos de proteção ao consumidor, nesse período algumas promoções "pela metade do dobro" podem levar o campo-grandense a não economizar de fato nas compras. 

 

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