Cotidiano

Corte de árvores ao redor de condomínio gera briga entre vizinhos no Arnaldo Figueiredo

A Guarda Municipal foi chamada na manhã desta segunda-feira (8) para apaziguar uma briga de vizinhos na Rua dos Farmacêuticos, no bairro Arnaldo Figueiredo, em Campo Grande, enquanto equipes da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) realizava o corte de árvores da região. De um lado, moradores do condomínio reclamam que árvores […]

Karina Campos Publicado em 08/03/2021, às 11h41 - Atualizado às 12h22

Moradores contra o corte se reuniram em frente as árvores. (Foto: Marcos Ermínio)
Moradores contra o corte se reuniram em frente as árvores. (Foto: Marcos Ermínio) - Moradores contra o corte se reuniram em frente as árvores. (Foto: Marcos Ermínio)

A Guarda Municipal foi chamada na manhã desta segunda-feira (8) para apaziguar uma briga de vizinhos na Rua dos Farmacêuticos, no bairro Arnaldo Figueiredo, em Campo Grande, enquanto equipes da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) realizava o corte de árvores da região.

De um lado, moradores do condomínio reclamam que árvores da rua estão prejudicando a estrutura dos muros e dos apartamentos. Segundo a síndica, Glória Marth, em 2018 ela conseguiu a autorização da prefeitura para o corte de 7 árvores nas laterais e calçadas. Ela diz que as raízes estão destruindo a infraestrutura dos 88 apartamentos.

Ainda conforme a condómina, a licença para cortar cada árvore foi avaliada em R$ 4 mil, e os próprios moradores organizaram uma ‘vaquinha’ para pagar os custos. Na manhã de hoje, uma delas já foi retirada.

Outros vizinhos, mais antigos, alegam que plantaram as mudas e assistiram as árvores cresceram para fazer sombra nas residências em frente. A presidente do bairro, Marta Conceição, diz que por vários anos, os galhos ajudaram na formação de sombra e bem-estar dos moradores.

Morando há 26 anos no local, Cleide dos Santos, de 52 anos, complementa que antes mesmo da construção do condomínio, as árvores foram plantadas. Ela alega que a construção do muro foi feita em local inadequado, cerca de 1,5 metro próximo as mudas. “Árvore não se corta, planta”, disse.

Por conta das discussões, equipes da GCM foram acionadas, porém, com a autorização legal, as árvores devem ser cortadas ao longo do dia.

Jornal Midiamax