Cotidiano

Com repescagem, Guanandizão lota e espera para vacinação contra Covid leva até 2h

Fluxo intenso e pessoas sem cadastro causam filas enormes no ponto de vacinação

Dândara Genelhú e Ranziel Oliveira Publicado em 20/05/2021, às 15h20

Mais de 1,7 mil pessoas foram vacinadas no Guanandizão até 15h desta quinta-feira.
Mais de 1,7 mil pessoas foram vacinadas no Guanandizão até 15h desta quinta-feira. - Foto: Ranziel de Oliveira.

Nesta quinta-feira (20), Campo Grande abriu novo público de vacinação e faz repescagem de todos os convocados anteriormente. Com isso, a espera para receber a dose no Guanandizão chega a 2h e o ponto de vacinação está lotado.

Trabalhadores da educação e profissionais da assistência social a partir de 18 anos podem tomar a primeira dose nesta quinta-feira (20) em Campo Grande. Além disso, todos os já convocados, exceto grávidas e puérperas, podem participar da repescagem e receber a primeira aplicação.

O município também aplica a segunda dose de vacinados com a Astrazeneca até 20 de março. Então, com a grande quantidade de grupos incluídos, o Guanandizão acabou ficando lotado nesta quinta-feira.

Desde manhã o público enfrenta longas filas para conseguir uma senha para se vacinar, a espera é de até 2h. O ritmo continua o mesmo nesta tarde, período em que Denize Almeida, 60 anos, escolheu para levar o filho que tem epilepsia de difícil controle.

Ela e o filho estão há quase duas horas na fila e segundo ela, as filas estão pouco organizadas, pela mistura de pessoas que não tem cadastro ainda. Ela destacou que “uma pessoa com comorbidades não tem condições de ficar duas horas na fila nessa temperatura”.

Espera que vale a pena

O professor de 21 anos, Rodrigo Gavioli, aproveitou a chamada para profissionais da educação com a faixa etária dele e chegou às 13h30 no estádio. Às 15h ele já tinha conseguido a senha e estava sentado aguardando.

De acordo com ele, a espera maior é do lado de dentro do Guanandizão. “A fila estava rápida do lado de fora e aqui dentro demora mais”, disse.
Participando da repescagem, Fábio Gomes de 31 anos reclamou que “não tem ninguém para nos informar” sobre as filas. Já o professor Diego Teixeira, 36 anos, está há 40 minutos para o lado de fora do Estádio e ainda aguarda ser chamado para pegar a senha.

Mesmo assim, ele admitiu que o ritmo está aceitável e o importante é conseguir se vacinar contra a Covid-19. “Gostaria que fosse mais rápido, mas achei até que demoraria mais”.

Fluxo intenso

De acordo com o Superintende de Gestão e Saúde de Campo Grande, Marcos Rodrigues, o Guanandizão conta com duas equipes. São dez vacinadores e 15 pessoas fazendo a triagem do público. Até às 15h desta quinta-feira (20), mais de 1,7 mil pessoas haviam sido imunizadas.

De acordo com ele, a demanda é maior do que a convencional, mas os profissionais estão empenhados para vacinar todas as pessoas. Sobre as filas, ele lembrou que muitas pessoas não seguiram recomendação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para realizar o cadastro.

“Não tem como ser mais rápido porque eles não fizeram antes em casa”, destacou. Já sobre a lotação do local, ele afirmou que as pessoas continuam levando familiares como acompanhantes para a vacinação.

Ele disse que “as pessoas não vêm sozinha, trazem quase a família inteira”. Assim, ressaltou que é preciso manter as medidas de biossegurança durante a vacinação e reforçou que apenas o indivíduo que vai ser vacinado deve comparecer ao local.

Jornal Midiamax