Cotidiano

Com menos leitos, taxa de ocupação em UTIs para covid chega a 102% em MS

Em vez de ganhar 30 vagas, sistema hospitalar do Estado perdeu 27

Gabriel Maymone Publicado em 06/05/2021, às 08h23

Hospitais de MS registram superlotação em leitos para pacientes graves com covid
Hospitais de MS registram superlotação em leitos para pacientes graves com covid - Divulgação

Após anúncio do governo de Mato Grosso do Sul de que haveria ampliação de 30 leitos UTIs (Unidade Terapia Intensiva), o número de vagas em hospitais para casos graves de covid diminuiu. Em vez de subir de 585 para 615 como prometido, o número caiu para 558, uma redução de 27 vagas. Dessa forma, a taxa de ocupação voltou para a casa dos 102% na manhã desta quinta-feira (06). O Jornal Midiamax acompanha os índices diariamente pelo painel Mais Saúde, da SES (Secretaria Estadual de Saúde).

No início de abril, a taxa para leitos críticos chegou a 107%, quando a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) alertou que era o pior índice do país. A partir da 2ª quinzena do mês, o índice apresentou melhora, mas voltou a marcar 100% no início de maio.

Situação por região

Em Campo Grande, a taxa de ocupação voltou a bater o pico de leitos ocupados, com taxa de 107% - também reflexo da diminuição de leitos. No HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) - referência do SUS para tratamento de covid em MS, todos os leitos críticos estão ocupados. Além disso, outros 6 pacientes estão em pontos extras instalados na área vermelha do hospital.

Em Dourados, a ocupação de leitos para pacientes em estado grave com covid está em 89% nesta quarta-feira. Isso significa que restam 9 vagas em UTI.

Após semanas com superlotação, a rede hospitalar de Três Lagoas registra 100% nesta quarta. Corumbá teve queda nas internações e chegou a marcar 70% de ocupação em leitos críticos, mas subiu para 102%. Por fim, Naviraí está com superlotação de 110% nas UTIs e Sidrolândia registra ocupação de 100%.

Jornal Midiamax