Cotidiano

Com crise hídrica, equipes da PMA-MS fazem planejamento de proteção de cardumes do rio Paraná

Com baixa dos rios, peixes ficam mais visíveis e correm risco durante pescas ilegais

Dândara Genelhú Publicado em 24/06/2021, às 16h38

Pescas ilegais podem render prisão e multa de até R$ 100 mil.
Pescas ilegais podem render prisão e multa de até R$ 100 mil. - Foto: Reprodução | PMA-MS.

Por causa dos baixos níveis de água no rio Paraná, equipes da PMA-MS (Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul) de Anaurilândia sobrevoaram o rio. A ação foi para realizar planejamento de proteção de cardumes da região.

Junto com o comandante da PMA de Anaurilândia outros três comandantes da PMA de Maringá (PR), Presidente Prudente (SP) e Rosana (SP) estiveram na ação. O responsável pela área ambiental da usina, Sérgio Motta, também esteve presente.

O sobrevoo foi para as equipes realizarem diagnóstico completo da situação, para planejamento conjunto de fiscalização preventiva à pesca predatória. Eles observaram até a área do Pevri (Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema).

Foram verificadas várias áreas para identificar a profundidade do rio. “Com o nível de água do rio muito baixo, os cardumes ficam mais vulneráveis, especialmente porque ficam visíveis em alguns pontos e podem ser depredados por ações de pesca predatória”, explica a PMA. 

Rio Paraná com falta de chuvas na região. Foto: PMA-MS.

De acordo com a PMA-MS, é esperado que a seca dure até outubro deste ano. Assim, as ações serão intensificadas, pois na região existem muitos pescadores profissionais e amadores.

Por fim, a PMA-MS lembra que realizar pesca fora das autorizações pode resultar em prisão em flagrante, com pena de um a três anos de detenção. Além disso, o material de pesca e equipamentos utilizados, desde motores e até barcos, podem ser apreendidos. Os autuados são multados de R$ 700 a R$ 100 mil, mais de R$ 20 por Kg do pescado irregular.

Jornal Midiamax