Cotidiano

Fobia de agulha atinge 10% da população e equipes fazem busca ativa para vacinação em MS

Medo da agulhada pode atrapalhar, mas profissionais estão preparados para lidar com a situação

Mylena Rocha Publicado em 27/09/2021, às 07h00

Profissionais de saúde são capacitados desde a universidade para lidar com as situações.
Profissionais de saúde são capacitados desde a universidade para lidar com as situações. - Henrique Arakaki/Midiamax

Um dos motivos que pode atrapalhar a adesão à campanha de vacinação contra o coronavírus é a fobia de agulhas. Para alguns, pode parecer besteira, mas o medo é real e atinge cerca de 10% da população de modo geral. Para ajudar os pacientes a lidar com o medo, equipes de saúde de Mato Grosso do Sul têm estratégias, que vão desde o atendimento humanizado até a busca ativa. 

A fobia de agulhas existe e pode acabar impedindo que as pessoas procurem pela vacina — mesmo que a pessoa confie e queira ser imunizada contra o coronavírus. Reportagens já mostraram que milhões de estadunidenses chegam a desmaiar ao ver uma agulha, o que pode levá-los ao risco da infecção por covid ao não serem vacinados. 

Em Campo Grande, não há dados sobre o impacto da fobia de agulhas na campanha de imunização, mas a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) explica que incentiva a procura pela vacina. Para isso, equipes de saúde fazem busca ativa, seja na casa do morador ou por mensagens. 

“Para aumentar a cobertura na cidade, as unidades de saúde têm realizado buscas ativas. O município também entra em contato com estas pessoas via mensagem de WhatsApp e trabalha nas ações educativas e de conscientização por meio das redes sociais. Outra forma de aumentar a adesão na vacinação são as ações itinerantes que já aplicaram mais de quatro mil doses em pessoas que tomaram apenas uma ou nenhuma das doses dos imunizantes disponíveis”, informou, por nota.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) explica que, de modo geral, os profissionais de saúde já estão preparados para lidar com situações em que o paciente tem medo da agulha. Em momentos como este, o atendimento humanizado ajuda. Segundo a SES, cerca de 10% da população tem a aicmofobia, o medo de agulha.

“A humanização é uma temática muito trabalhada desde a formação, então quando notada uma fobia cabe ao profissional usar da empatia e humanização, buscando para cada situação dar conforto e diminuir a dor e o medo do paciente durante o processo de vacinação”. 

Empatia na vacinação viraliza nas redes sociais

Não é de hoje que a atitude dos profissionais da saúde da rede pública tem sido elogiada na campanha de vacinação contra covid. Há poucos meses, um vídeo viralizou ao mostrar o profissionalismo da equipe ao lidar com um rapaz com fobia de agulha. 

O caso aconteceu em Campina Grande (PB) e foi compartilhado no portal Razões para Acreditar. Confira:

Jornal Midiamax