Cotidiano

Após caso Raíssa, MS terá disque denúncia para abuso sexual contra crianças e adolescentes indígenas

O novo serviço entra em funcionamento no dia 23 de setembro, na aldeia Bororó, em em Dourados e será oferecido pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul

Marcos Morandi Publicado em 20/09/2021, às 11h22

Assassinato da menina indígena de 11 anos, em uma pedreira desativada, motivou criação de serviço
Assassinato da menina indígena de 11 anos, em uma pedreira desativada, motivou criação de serviço - Marcos Morandi

A partir da próxima quinta-feira (23), os casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes indígenas terão um canal de disque denúncia. O novo serviço foi viabilizado pelo Nupiir (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Povos Indígenas, da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.

Segundo a coordenadora  do Nupiir, defensora pública de Segunda Instância Neyla Ferreira Mendes, o disque denúncia teve como motivação os recentes casos de violência registrados nas aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul, como da criança de 11 anos que foi jogada de um penhasco após sofrer estupro coletivo, em Dourados.

“Esse tipo de violência, praticada contra meninas e meninos, infelizmente é recorrente nas aldeias e muitas pessoas, em especial as mães, permanecem no silêncio, com medo de denunciarem, por se sentirem ameaçadas. Esperamos que com o disque denúncia os casos cheguem à justiça, pois a identidade do denunciante será preservada”, afirma a coordenadora idealizadora da campanha.

O lançamento do serviço de disque denúncia será nesta quinta-feira (23), no Cras Indígena da Aldeia Bororó, às 9h, em Dourados e irá funcionar por meio do número de WhatsApp: (67) 99263-6212. Na mensagem é importante que o denunciante informe: o nome da criança ou adolescente que está sofrendo abuso, a localidade e o nome da pessoa suspeita de cometer o crime.

Jornal Midiamax