Cotidiano

Ambulantes apostam nas canetas para lucrar mais nas eleições do que no Enem

Vendedores ambulantes e livrarias de Campo Grande se preparam para lucrar com a venda de canetas para eleição de domingo (15). Como medida de biossegurança contra o coronavírus, a Justiça Eleitoral determina que cada eleitor leve a sua própria caneta esferográfica para assinar o caderno de votação. Alguns contam que estão vendendo mais do que […]

Karina Campos Publicado em 13/11/2020, às 15h48 - Atualizado às 17h11

(Foto: Leonardo de França)
(Foto: Leonardo de França) - (Foto: Leonardo de França)

Vendedores ambulantes e livrarias de Campo Grande se preparam para lucrar com a venda de canetas para eleição de domingo (15). Como medida de biossegurança contra o coronavírus, a Justiça Eleitoral determina que cada eleitor leve a sua própria caneta esferográfica para assinar o caderno de votação. Alguns contam que estão vendendo mais do que durante as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Ambulante há 30 anos, Algeu Vaz, de 56 anos, conta que pretende ir a um mercado atacadista para comprar uma caixa de caneta e vender em frente de locais de votação.

O gerente de uma livraria na área central, Edgar Rocha ressaltou que a alta na procura está maior do que o comum. Apenas nesta sexta-feira (13), a atendente vendeu duas caixas e os clientes tendem a levar itens de menor preço.

Ambulantes apostam nas canetas para lucrar mais nas eleições do que no Enem
Vendedores ambulantes acreditam em lucro alto. (Foto: Leonardo de França)

“É uma coisa que não acontece nessa época do ano. Nesse período mais que dobrou a venda de canetas. (Comparando) com o Enem, aumentou em 50% a venda diária”.

Aluízio Paulo, de 33 anos, proprietário de uma livraria na Rua Maracaju, explica que os clientes antigos aproveitam para levar o item durante as rotineiras compras. A venda aqueceu cerca de 25%. Para facilitar o atendimento, o cliente pode parar em frente a loja e ele leva o produto.

Cicero Firmino,57, ambulante a mais de 32 anos, também não perdeu tempo e se prepara para tentar lucrar em pontos de maior volume de eleitores, acreditando que a maioria vai esquecer de levar o item na hora do voto. “Já encomendei uma caixa aqui no ‘chinês’, mas estou pensando em comprar mais”, finaliza.

Por conta da pandemia, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou regras e medidas para evitar a transmissão de coronavírus. Clique aqui e confira as determinações.

Jornal Midiamax