Cotidiano

Pesquisa aponta que 56% dos fumantes reduziram consumo na quarentena

Na quarentena, período em que a maioria das pessoas, de alguma forma, permanecem mais tempo em casa, praticando menos atividade física, a ansiedade, para muitas, foi apontada como causa, inclusive, de terem ganhado uns quilinhos a mais e até consumido mais carteiras de cigarro. Por outro lado, uma pesquisa realizada pelas faculdades de Fisioterapia e […]

Cleber Rabelo Publicado em 09/06/2020, às 16h49

(Foto: Ilustrativa)
(Foto: Ilustrativa) - (Foto: Ilustrativa)

Na quarentena, período em que a maioria das pessoas, de alguma forma, permanecem mais tempo em casa, praticando menos atividade física, a ansiedade, para muitas, foi apontada como causa, inclusive, de terem ganhado uns quilinhos a mais e até consumido mais carteiras de cigarro.

Por outro lado, uma pesquisa realizada pelas faculdades de Fisioterapia e Medicina da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), aponta que a maioria dos fumantes brasileiros diminuiu o uso do tabaco e derivados, no período da quarentena. Intitulado como ‘Influência da Pandemia da Covid-19 no Nível de Dependência à Nicotina e nos Hábitos de Consumo de Tabaco e Derivados’, o estudo ouviu 128 fumantes.

Conforme a pesquisa, a maioria dos fumantes (56,2%), disse ter reduzido o consumo de cigarros ou similares, na quarentena. Já 37,5% afirmaram que aumentaram o consumo de um a dez cigarros a mais ao dia, e 6,1% disseram que elevaram o consumo acima de dez cigarros a mais por dia.

O levantamento mostrou ainda que 46% dos brasileiros tabagistas relataram sentir mais vontade de fumar durante o período; mas também que 42% disseram estar mais motivados para parar de fumar no período da pandemia.

“Um ponto interessante é que uma boa parcela dos fumantes está enxergando a pandemia como uma motivação para deixar o hábito de fumar, o que reforça que este é um oportuno momento para os profissionais de saúde intervir e orientar estes indivíduos sobre estratégias para deixar o cigarro e seus derivados de vez”, destacou a professora de Fisioterapia da Unoeste Ana Paula Coelho Figueira Freire, uma das coordenadoras do projeto.

A pesquisa mostrou ainda que os tabagistas ouvidos têm um elevado grau de conhecimento sobre a relação de complicações da covid-19 e o hábito de fumar. “Os dados apontam que 77,3% deles sabem que o consumo de cigarro e derivados podem agravar os sintomas da doença e levar a maiores complicações”, ressaltou a coordenadora. (Com informações da Agência Brasil)

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