No Morenão, ônibus só chegaram 7h30, e lotados, reclamam passageiros
Com os ônibus parados nas primeiras horas do dia, muita gente se atrasou para o trabalho nesta segunda-feira (20) em Campo Grande. O transporte parou devido a uma assembleia na sede das quatro empresas de ônibus e os veículos só começaram a chegar no terminal Morenão, um dos mais movimentados da cidade, por volta das […]
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Com os ônibus parados nas primeiras horas do dia, muita gente se atrasou para o trabalho nesta segunda-feira (20) em Campo Grande. O transporte parou devido a uma assembleia na sede das quatro empresas de ônibus e os veículos só começaram a chegar no terminal Morenão, um dos mais movimentados da cidade, por volta das 7h30. Trabalhadores estimam um atraso de mais de uma hora.
No terminal Morenão, os primeiros ônibus a chegar foram o 072 (Nova Bahia/Terminal Morenão), 087 (Guaicurus/General Osório) e 070 (General Osório/Bandeirantes). Entretanto, os ônibus chegaram lotados, com diversas pessoas em pé, ou seja, trabalhadores ainda teriam que esperar pelo próximo veículo. Até mesmo o 087, que é um veículo articulado, já chegou ao terminal lotado. Havia cerca de 60 pessoas na fila para entrar no ônibus.
A costureira Suzana Prado, de 38 anos, trabalha no Indubrasil e conta que geralmente leva 40 minutos para chegar ao trabalho, mas nesta segunda-feira (20) ela estima uma demora de duas horas. Ela explica que a demora acontece porque ela não conseguiu pegar o ônibus que vai direto até o trabalho, logo vai ter que pegar três linhas diferentes. Como já sabia do atraso dos ônibus, ela avisou os chefes.
Sara Moitim, de 50 anos, é cuidadora de idosos e geralmente entra no serviço às 8 horas. Às 7h30, ela ainda estava no terminal Morenão, ou seja, também deve atrasar. “Acabei de ligar para meu sobrinho, para ele vir me buscar e eu não chegar tão atrasada”, conta.
Gleice Querino, de 31 anos, trabalha em um pet shop e também vai se atrasar nesta segunda (20). La conta que deveria chegar no serviço às 8h, mas às 7h30 ela ainda aguardava pelo ônibus no terminal. “Geralmente demoro uma hora no trajeto, já sei que vou me atrasar hoje. Em um dia normal o ônibus já passa cheio, muitas vezes não consigo pegar o primeiro ônibus, imagine hoje”.
Ivanir Coimbra, de 47 anos, trabalha em um escritório de arquitetura e soube na noite de domingo (19) sobre os atrasos nos ônibus. Para tentar reduzir o atraso, ela pediu que o marido a levasse pelo menos até o terminal. “Não consegui avisar que ia chegar atrasada. Com a redução dos ônibus, os atrasos acontecem cada vez mais. A gente chega tarde no serviço e também chega tarde em casa porque na volta os ônibus também lotam”.
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