Cotidiano

Fábrica da Semalo mantém 200 funcionários trabalhando por 10h apesar de quarentena por coronavírus

Funcionários de uma indústria alimentícia de Campo Grande, a Semalo, denunciaram que, apesar do decreto municipal que prevê o fechamento temporário do comércio para a contenção do Covid-19, o novo coronavírus, em Campo Grande, a empresa mantém os mais de 200 funcionários trabalhando por 10h. O que mais chama atenção na situação é que a […]

Mariane Chianezi Publicado em 20/03/2020, às 14h11 - Atualizado em 21/03/2020, às 08h27

Foto: Marcos Ermínio, Midiamax
Foto: Marcos Ermínio, Midiamax - Foto: Marcos Ermínio, Midiamax

Funcionários de uma indústria alimentícia de Campo Grande, a Semalo, denunciaram que, apesar do decreto municipal que prevê o fechamento temporário do comércio para a contenção do Covid-19, o novo coronavírus, em Campo Grande, a empresa mantém os mais de 200 funcionários trabalhando por 10h.

O que mais chama atenção na situação é que a empresa pertence ao presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sergio Longen. A federação vem divulgando medidas adotadas em indústrias contra a disseminação do novo coronavírus, mas, segundo funcionários, na Semalo as regras não estão sendo seguidas.

Uma das funcionárias disse ao Jornal Midiamax que trabalha em uma espécie de galpão, com uma ventilação bastante ruim. Além disso, ela afirma que a empresa não tomou nenhum tipo de atitude quanto a precaução contra o vírus.

Sem máscaras, uvas ou álcool em gel, os funcionários trabalham todos desprotegidos. Em outro turno, das 12h às 22h, uma funcionária afirma que são cerca de 200 pessoas trabalhando agrupadas e sem segurança. “O medo é grande porque existem pessoas que estão gripadas trabalhando no local e o serviço segue normalmente”, disse. Procurada pela reportagem pessoalmente e por telefone, a empresa não quis se posicionar.

Como denunciar

Caso você saiba de alguma empresa ou estabelecimento que esteja descumprindo as regras do decreto, a  denúncia deve ser feita diretamente na Vigilância através ou no Procon Municipal.

Jornal Midiamax