Cotidiano

Terrinha: Diversidade, ‘calorão’ e muita torcida marcam campeonato amador

Embaixo desses 30° intensos que faz neste sábado (18), em Campo Grande, acontece o último campeonato da 21ª edição do Terrinha. O evento existe para reunir os amantes do futebol que não tiveram oportunidades nesse mundo da bola. A partida amadora faz a alegria no famoso campo de chão batido, na Vila Almeida. A primeira […]

Renata Fontoura Publicado em 18/01/2020, às 16h30 - Atualizado às 16h40

Primeiro time LGBT marca presença no último dia desta 21ª edição do Terrinha. (Foto: Leonardo de França, Jornal Midiamax)
Primeiro time LGBT marca presença no último dia desta 21ª edição do Terrinha. (Foto: Leonardo de França, Jornal Midiamax) - Primeiro time LGBT marca presença no último dia desta 21ª edição do Terrinha. (Foto: Leonardo de França, Jornal Midiamax)

Embaixo desses 30° intensos que faz neste sábado (18), em Campo Grande, acontece o último campeonato da 21ª edição do Terrinha. O evento existe para reunir os amantes do futebol que não tiveram oportunidades nesse mundo da bola. A partida amadora faz a alegria no famoso campo de chão batido, na Vila Almeida.

A primeira partida iniciou com um belo amistoso entre dois times: o feminino do Comercial e o AVQ (Amigos do Time de Vôlei). Este segundo é o primeiro time LGBT a ser convidado para participar do campeonato.

Terrinha: Diversidade, 'calorão' e muita torcida marcam campeonato amador
Joaquim e os parceiros foram convidados para participar do evento. (Foto: Leonardo de França)

“Fomos convidados para confraternizar aqui no Terrinha. Na verdade, a gente é profissional do vôlei, vôlei da diversidade. Tem héteros, mas 80% são gays”, explica Joaquim Vilela, líder do grupo. “Está muito quente! Vôlei é mais tranquilo (risos), mas a gente tá brincando, né? Levamos uns golzinhos, mas pode mudar! Pode virar!”, brinca.

A sobrinha dele, Bruna Vilela, estava atenta à partida. Vestida com o uniforme dos rapazes, deixou claro a importância do tio e amigos gays estarem ali. “Estão aqui para mostrar que não importa o sexo, todos podem jogar. Tudo é uma brincadeira, mas é importante”, destaca a jovem.

Terrinha: Diversidade, 'calorão' e muita torcida marcam campeonato amador
Bruna foi prestigiar o tio e os amigos do time LGBT. (Foto: Leonardo de França)

Quem não parava de gritar e torcer era Luzinete Alves, mãe de uma das jogadoras do time feminino. A filha, Bruna, começou na reserva. Mas entrou em campo assim que ela falou da jovem. “Estou aqui torcendo pra caramba. Mesmo com esse calor é divertido, é gostoso, tudo de bom!”, diz toda alegre.

Além da família e amigos dos jogadores, vários moradores do bairro marcaram presença. Todos procuraram boas sombras para se esconder do sol quente. Tereré, muita água e até mesmo gelinho foram as escolhas de todos para amenizar o calor.

Terrinha: Diversidade, 'calorão' e muita torcida marcam campeonato amador
Luzinete torceu muito para a filha Bruna, do time feminino. (Foto: Leonardo de França)

Ajala, criador de tudo, explicou que ainda hoje tem mais dois jogos: Amigos do Edilson x Corinthinha, e Bariri x Rio Negro. No final, vai acontecer a entrega de troféu para premiar o 1º, 2º, 3º e 4º lugar, melhor jogador da final, melhor técnico, maior disciplina, melhor artilheiro, goleiro menos vazado e o time campeão.

Para quem quer ir, ainda dá tempo! O campeonato termina às 19h e acontece entre as ruas Américo Brasiliense e Yokohama, na Vila Almeida.

Jornal Midiamax